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Semana Luís Antonio Martinez Corrêa: dez dias de imersão cênica

Programação reúne espetáculos, oficina, exposição fotográfica, encontro com artistas, Pocket Show, inauguração de memorial, festa junina e Sessão Maldita
Sob o tema “30 anos de arte e resistência”, a Semana Luís Antonio Martinez Corrêa – Festival de Teatro chega à sua 30ª edição com uma programação que se estende de 14 a 24 de junho, com uma série de apresentações e atividades cênicas gratuitas.Realizada pela Secretaria Municipal da Cultura e Fundart, com o apoio do Sesc Araraquara e Sesi Araraquara, a programação reúne espetáculos, oficina, exposição fotográfica, encontro com artistas, Pocket Show, inauguração de memorial, festa junina e Sessão Maldita. Os espetáculos reúnem artistas de Araraquara e de fora da cidade, com grupos cênicos e artistas convidados ou selecionados por editais.Toda a programação é gratuita. Os ingressos devem ser retirados nos locais da apresentação, uma hora antes do início. Para os espetáculos no SESI é necessário conferir a disponibilidade de ingressos ou fazer a reserva virtual.Abertura, dia 14 -  O ator Gero Camilo abre a programação com o espetáculo “A Procissão” na Praça Pedro de Toledo, na quinta-feira, 14 de junho, numa realização do Sesc Araraquara. Antes da apresentação, às 19h30, será realizada a abertura oficial da Semana Luís Antonio. “A Procissão” mostra a trajetória de romeiros que seguem sua caminhada em busca da sobrevivência e da fé e resgata um teatro onde o ator é a peça essencial, revelado na simplicidade cênica e na eloquência dos contadores de história.Dia 15 – "O Mascate de Swaffham", com o Grupo Ciranda Rodamundo, abre a programação da sexta-feira (15), às 19 horas, no CEU das Artes, apresentando a história de John Chapman, mascate inglês, que ouve uma voz em um sonho que o leva a empreender uma jornada de muitas descobertas.Depois, às 21 horas, o grupo de teatro Menino Andante apresenta “Hecatombe”, no Teatro Wallace Leal. Refugiados em um bosque, Alexander e Mateo – em choque entre o real e o ideal - buscam no isolamento o resgate de suas utopias, já que sofrem com a hierarquia e a brutalidade do mundo.Dia 16 - No sábado (16), às 10 horas, o grupo Promoart realiza a intervenção cênica “De volta ao básico”, na Praça Santos Dumont (em frente à Casa da Cultura). Neste resgate cultural, os atores estão caracterizados como “personagens-espectros” da década de 50, perdidos no ano de 2018 e abordam os transeuntes com a proposta de resgatar a memória sobre Wallace Leal e o teatro homônimo.À tarde, às 14 horas, tem oficina “Voz e corpo, da fala ao canto”, com Wender Campi, na Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira. O músico da Companhia de Teatro Atores em Conserva realizará exercícios específicos para o treinamento do ator criador, visando à consciência corporal e vocal, ferramenta para o processo criativo. As inscrições estão abertas na Casa da Cultura Luís Antonio Martinez Corrêa.O Grupo Estudo e Pesquisa em Cena, às 19 horas, apresenta “Devaneios Poéticos em Cenas de Agreste”, na Escola Municipal de Dança. Escrita por Newton Moreno, a peça retrata o amor incondicional entre duas pessoas e, por consequência, o ódio de uma sociedade intransigente e preconceituosa.A programação do sábado se encerra com a Sessão Maldita, às 22 horas, no Teatro Wallace Leal, onde será apresentado "[H3O]mens", com a Cia. 4 pra Nada. O espetáculo parte do encontro de três bailarinos/atores em cena, na investigação do corpo como suporte de qualquer discurso.Dia 17 – "A Ciranda do Villa", com Cia. Lúdicos de Teatro Popular, é atração na manhã do domingo, às 11h30, no Sesc Araraquara e conta a história do garoto Tuhu – apelido dado a Heitor Villa-Lobos em sua infância e que significa “labareda” em tupi. Ao se inspirar em mitos da cultura brasileira, Tuhu descobre a sua musicalidade, fato que mais tarde se tornou realidade na vida desse grande compositor da música brasileiraÀ noite a programação se volta para o Teatro Wallace Leal, onde será apresentado, às 19 horas, “Quatro lirismos: da ruína do clássico ao vigor do novo” . O Grupo Catanza de Teatro da UNESP constrói um submundo, no qual pedaços de personagens, perdidos nas ruínas, vivem as angústias da transição entre o velho e o novo.Dia 18 – A Casa da Cultura Luís Antonio Martinez Corrêa recebe as duas atividades da segunda-feira, 18 de junho: a cena curta “Espelho” e a exposição fotográfica "Homofobia Fora de Moda", em parceria com o Museu da Diversidade.“Espelho”, com Ligia Maria e Mariana Ruiz, será apresentado às 19 horas e questiona qual é o limite de uma mulher que sofre violência doméstica. Ela passa a duvidar de sua sanidade mental e se vê em um conflito entre sua moral ou sua sobrevivência.Na sequência, às 19h30, será realizada a abertura da exposição fotográfica "Homofobia Fora de Moda". As imagens foram selecionadas a partir de três concursos e foram expostas ao público na comemoração do aniversário de três anos do Museu da Diversidade Sexual, a fim de estabelecer uma cooperação entre o poder público e a indústria da moda para a promoção da cidadania da população LGBT e o enfrentamento da discriminação sofrida por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.Dia 19 – Na terça-feira a programação se concentra na antiga Estação Ferroviária: às 19h30 tem “Vestidas de Preto”, com MelaMinas; e às 20 horas tem “Um Concerto Cabaret”, com Cida Moreira.Vita Pereira, Allydi e Isabela Lima formam as MelaMinas. Em “Vestidas de Preto” abordam - através de performance, dança, pintura corporal, música e poesia - questões sobre o racismo e a maneira como essas violências atingem e marcam.A atriz, pianista e cantora Cida Moreira traz novamente seu brilho para a Semana Luís Antonio e desta chega com “Aos que estão por vir - um concerto cabaré”. O concerto narra estórias, com crônicas que falam dos excluídos, dos menos afortunados, mais conscientes e mágicos talvez, porque sabem do estranhamento que os consome.Dia 20 – "Tonico e Mimosa: A saga de uma família caipira", com GUTE (Grupo Urutau de Teatro Experimental) é destaque na EMEF Hermínio Pagotto - Assentamento Bela Vista, às 15 horas. A peça - inspirada no filme “Santo Antônio e a Vaca” dirigido por Wallace Leal Valentin Rodrigues - conta a saga de uma família que sobrevive às agruras da vida e salvaguarda a simplicidade e riqueza da cultura caipira transmitida de geração a geração.“O Mascate de Swafham", com Grupo Ciranda Rodamundo, volta à programação, às 19 horas, com apresentação no Teatro Wallace Lela Valentim Rodrigues.Dia 21 – Na quinta-feira, "Tonico e Mimosa: A saga de uma família caipira" retorna à cena na EMEF Maria de Lourdes S. Prado – Assentamento Monte Alegre, às 15 horas.O espetáculo “KORI IPE IPE KORI” chega na programação noturna, com apresentação às 19h30 no SESI Araraquara, na Vila Xavier. A montagem discute a função artística e coloca em cena o processo teatral em busca do menino que fomos. O espetáculo é uma busca pela materialização do processo criativo e evidencia sua continuidade para além da peça.Também à noite, às 21 horas, no Teatro Wallace Leal, Eleonora Ducerisier apresenta "Antígona Revis(i)tada e a violência do não-ser”. O monólogo ressalta uma reflexão sobre os direitos humanos, o direito à vida e a necessidade de sobreviver à opressão.Dia 22 – “Sínthia” abre a agenda da sexta, no SESI Araraquara, na Vila Xavier, às 19 horas. O espetáculo da Velha Companhia, com direção do premiado Kiko Marques, discute temas como a ditadura, identidade de gênero e como a vida pessoal é determinada pela convivência social. A peça é uma reflexão sobre aquilo que se tem como certo e errado e as razões pela qual mata-se o desconhecido.Eleonora Ducerisier reapresenta "Antígona Revis(i)tada e a violência do não-ser”, às 21 horas,  no Teatro Wallace Leal.Dia 23 – Um “Encontro com artistas” está programado para as 15 horas do sábado, no Teatro Wallace Leal. A ideia é retomar as raízes desse encontro anual que ocorre desde 1988, iniciado pela Associação Pau de Arara, num momento de resistência e luta pela arte em Araraquara. Neste encontro, o objetivo é fazer um resgate da história da Semana, assim como compreender a importância e a luta juntamente com artistas que ajudaram nessa construção.Às 19 horas, “Sínthia” será apresentado novamente do SESI Araraquara, na Vila Xavier.Sábado se encerra com um Pocket Show no Teatro Wallace Leal, a partir das 23h59. O músico Alex Lima é a atração do evento, que terá a apresentação do espetáculo “Feito na Hora”, com a Cia. Improvisoria de Teatro. Neste espetáculo de jogos de improvisação os atores-jogadores criam cenas improvisadas na hora sem nenhuma combinação prévia, a partir dos desafios dados pelo mestre de cerimônias e as sugestões escritas e faladas pelo público, que passa a ser co-autor das cenas criadas.Dia 24 – A programação se encerra no domingo, dia 24, na Casa da Cultura, onde a partir das 19 horas acontece uma Festa Junina. A inauguração do Memorial Luís Antonio abre as atividades. Em homenagem ao patrono da Casa da Cultura de Araraquara e em comemoração aos 30 anos de realização da Semana Luís Antonio Martinez Corrêa, a Prefeitura Municipal inaugura o Memorial Luís Antonio, com o intuito de oferecer aos artistas um espaço para conhecer um pouco mais da história do artista que marcou e fez história no teatro brasileiro.A Festa Junina continua com diversas apresentações na quadra da Casa da Cultura, com destaque para o espetáculo “Aí vem o Cururu”, com a Cia. Doutores Dapavirada. O ator Denis Pimentta, na pele de seu palhaço Cururu, interage com a plateia, improvisa brincadeiras, usa gags tradicionais, declama poemas criados na hora, executa números de mágica e joga com o que acontecer na plateia no momento.