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‘O racismo deve ser superado’, afirma Edinho no Prêmio Doutora Rita de Cássia Ferreira

Dez mulheres negras de Araraquara foram homenageadas na noite de quarta-feira (25), no Teatro Wallace
Em uma noite muito especial, dez mulheres negras de destaque em Araraquara receberam o 3º Prêmio Doutora Rita de Cássia Ferreira, no Teatro Wallace Leal Valentim Rodrigues, na noite de quarta-feira (26).O evento integrou a Semana da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e Tereza de Benguela e foi organizado pela Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, pela Coordenadoria de Direitos Humanos, pela Coordenadoria de Políticas para as Mulheres e em parceria com o Coletivo Cadê Tereza e o Fórum de Mulheres Negras.Foram homenageadas Ângela Cristina da Silva, Beatriz Cristina da Silva, Cleuza Sueli da Silva Moisés, Enedina Ferreira de Andrade, Maria de Lourdes Gonçalves de Souza, Maria Nazaré Salvador, Sônia Jordão e Valquíria Eli Camargo, além das homenagens póstumas a Maria Antônia Clemente da Silva (representada pelo filho Fábio Mahal) e a Tamires Aparecida Barbosa (representada por sua melhor amiga, Aline Cristina Benedito).“As mulheres negras ainda são as que mais sofrem com o preconceito. Muitas vezes, nas famílias mais vulneráveis, são arrimo de família devido ao abandono dos homens, o que mostra o agravante da opressão pelas questões de raça e gênero. É só olhar os integrantes das ‘Frentes da Cidadania’, onde boa parte é mulher e negra. Mulheres que enfrentam o preconceito e o abandono”, afirmou o prefeito Edinho no evento. 
“Em uma noite como essa, temos que entender que o racismo deve ser superado e devemos tratar a questão de gênero como uma questão central. Essas dez homenagens nos mostram que a Doutora Rita está viva, assim como a sua luta por uma sociedade mais justa”, complementou o prefeito.Representando a Câmara Municipal, a vereadora Thainara Faria (PT), primeira negra a ser eleita para o cargo, disse que a luta não deve parar. “Convido todos a estarem conosco na luta, conquistando nossos espaços e não aceitando que ninguém nos diminua”, afirmou.A secretária de Planejamento e Participação Popular, Juliana Agatte, lembrou o trabalho realizado pela Prefeitura no Centro Afro e no Centro de Referência da Mulher. “Estamos em conjunto com vocês para a garantia de direitos, redução da desigualdades e mais justiça social”, declarou.O coordenador de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiz Fernando Costa de Andrade, destacou o papel de todos na luta contra o preconceito. “Momentos como esse servem não só para homenagear, mas para aprender. Política não é algo que vem de cima. É nossa prática no dia a dia”, ressaltou.A coordenadora de Direitos Humanos, Maria Fernanda Luiz, lembrou que o 25 de julho “possibilita viver momentos como esse”, mas que “esse respeito e reconhecimento deve ser cotidiano”.A presidente do Comcedir (Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo), Rita de Cássia Ferreira, disse que o dia era de reflexão. “Devemos nos espelhar na história delas e lutar por um futuro melhor”, opinou.Luciene Ferreira, irmã de Rita de Cássia Ferreira (que morreu em 2016 e dá nome ao prêmio), estava muito emocionada e agradeceu a todos pela lembrança.
Defesa das minoriasRita de Cássia Ferreira Corrêa nasceu em Marília, em maio de 1965, mas foi em Araraquara que passou grande parte da vida, advogando e militando pelos direitos da mulher negra.
De família pobre e negra, lutou muito para realizar seu sonho de fazer faculdade, formando-se advogada em 1991. Sua carreira foi pautada pela defesa das minorias e pelo combate ao racismo e à discriminação religiosa.Presidiu a Comissão da Igualdade Racial da OAB Araraquara, foi voluntária do SOS Racismo do Centro de Referência Afro e integrante do Comcedir (Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo) e do Intecab (Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro Brasileira). Rita de Cássia morreu em 6 de junho de 2016.