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Grupo do Paraguai é atração nesta quarta do Festival Internacional de Dança

Diversidade sexual dá o tom da programação noturna: são duas apresentações na Escola Municipal de Dança a partir das 20h30, além de uma roda de "conversa dançante"
A Cia. Ser o No Ser, do Paraguai, é atração desta quarta-feira, 19 de novembro, dentro da programação do Festival Internacional de Dança de Araraquara, com o espetáculo “Ser o no ser Mea Culpa”. A apresentação será às 20h30, seguida pela performance “TransViva”, com a performer Vita Pereira, às 21h30, na Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira (EMD). A entrada é gratuita, sem necessidade de retirada de ingressos.Com a arte e a política se fundindo nessa 18ª edição do festival, sob o tema “Dança Protagonista, Contra-Hegemônica e em Diálogos Sul-Sul”, a artista da Dança, Gilsamara Moura - docente e pesquisadora dos Programas de Pós-Graduação em Artes Cênicas e em Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA) – assina a curadoria do festival e lembra que as questões sobre LGBTI, acessibilidade, políticas de inclusão, feminismo e negritude estão dentro dos eixos conceituais da curadoria do Festival. “Priorizamos estas temáticas porque queremos um festival reflexivo, que trate estas pautas tanto na apreciação estética como na reflexão crítica”, aponta.Além dos espetáculos noturnos, a quarta-feira traz ainda a programação formativa, com os cursos: “Acessibilidade e Políticas Públicas”, com Eduardo Ó (9h, no CEAR); Oficina de Danças Populares, com Grupo Raízes do Nordeste (14h, na EMD), e a mini-residência com os artistas Lulu Pugliese e Lucas Valentim e Núcleo de Dança da EMD (17h30, na EMD).Vale lembrar que além do grupo paraguaio, o Festival Internacional também recebeu a Cia. francesa À Fleur de Peau, abrindo a programação no Sesc Araraquara, com o espetáculo “Au-delà du temps”. Ainda, a bailarina paraguaia Alejandra Diaz realiza um bate-papo com os bailarinos da cidade no último dia do festival, dia 23, na EMD, abordando o tema “Uma vida dedicada ao balé clássico” – será às 17 horas. Ser o no ser Mea Culpa - Sete pessoas que pertencem ao coletivo LGTBI contam histórias de vida, falam de amor, de amizade, de jogos de infância, de doutrinas e formas que, muitas vezes, nos quiseram impor. Toma a culpa como fio condutor e transforma essa palavra de opressão em um grito de liberdade, com humor e sarcasmo. Sete personagens que refletem uma sociedade que vive em transformação de pensamento.O elenco apresenta: Juan Carlos Moreno, Roberto Cardozo, Omar Mareco, Manuel Portillo, Jork Aveiro, Bruno Sosa Bofinger e Hugo Cataldo, com direção e dramaturgia de Hugo Luis Robles.A classificação é para 16 anos.TransViva - Com direção da própria performer Vita Pereira, “TransViva” é um manifesto no qual, através de intervenções no espaço urbano, a artista coloca seu corpo como forma de denúncia às violências do Estado e da sociedade racista, patriarcal e transfóbica.“Enquanto recebo pedradas, escrevo em diversas partes do meu corpo #transviva. As pedras representam as diversas opressões que me atravessam. Os olhares, as risadas, as cuspidas e as pedradas que já levei na vida”, aponta a estudante de Pedagogia da FCLAr-Unesp.Logo após a performance, será realizada uma roda de conversa dançada sobre Vogue e Cultura Ballroom com a Casixtranha - Coletiva de expressão artística de Araraqueer que se utiliza do Vogue como um elemento de intersecção com outras linguagens. SERVIÇO18º Festival Internacional de Dança de AraraquaraData: quarta-feira (19 de setembro) - 9h às 12h: Mini-Curso para docentes, com Edu Ó – Acessibilidade e Políticas Públicas - CEAR- 14h às 17h: Oficina de Danças Populares, com Grupo Raízes do Nordeste (Piauí) - EMD- 17h30 às 19h30: Mini-residência com os artistas Lulu Pugliese e Lucas Valentim e Núcleo de Dança da EMD – EMD- 20h30: Espetáculo “Ser o no ser Mea Culpa” (Paraguai) – EMD- 21h30: “TransViva”, com Vita Pereira - EMD Programação gratuita