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“Não vamos recuar na luta contra o racismo”, defende Edinho

Prefeito participou do lançamento da rede de atores e do protocolo de atendimento para casos de injúria racial
 A apresentação da rede de atores e do protocolo de atendimento para casos de injúria racial foi realizada na noite de quarta-feira (28), em cerimônia na Câmara Municipal, como parte da programação do mês da Consciência Negra e da Agenda do projeto Araraquara com Humanismo. Na mesma ocasião, foi lançada uma prévia da Cartilha Injúria Racial, centrada no documento base que vem sendo elaborado para pensar a rede de articulação de combate ao racismo, ao preconceito e à discriminação.O evento começou com a apresentação das ações e responsabilidades da rede, no discurso do coordenador de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiz Fernando Costa de Andrade. Ele destacou que a rede de atores institucionais é constituída por diversos segmentos da sociedade civil, incluindo o Centro de Referência Afro, Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (CEPPIR), Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo (COMCEDIR), Defensoria Pública, Delegacias, Fórum, Jurídico da Prefeitura, Ministério Público, OAB, Polícia Civil e Polícia Federal.“O crime de injúria está associado ao uso de palavras depreciativas referentes à raça ou cor, com a intenção de ofender a honra da vítima com ofensas, xingamentos, piadas, agressões, utilização de termos pejorativos em relação ao cabelo, traços e aparência. Nesses casos, a vítima deve registrar um Boletim de Ocorrência e dar prosseguimento ao processo”, defendeu Andrade.Na sequência, também fizeram uso da palavra, apoiando a iniciativa, o representante do Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo, Claudemir Pereira; Tais Tatiane Carvalho, representante da OAB no Comcedir; João Alberto Nogueira Junior, secretário municipal de Cooperação dos Assuntos de Segurança; o tenente-coronel Adalberto José Ferreira, comandante do 13º Batalhão da Polícia Militar; Marcos Henrique Caetano do Nascimento, da Defensoria Pública do Estado de São Paulo; a vereadora Thainara Faria (PT), representando o Legislativo, e o prefeito Edinho, que encerrou os pronunciamentos.Edinho defendeu a relevância da criação da cartilha e do protocolo de combate ao crime de injúria racial e enalteceu a programação do mês da Consciência Negra, toda pautada no combate à discriminação e ao racismo, uma injustiça histórica que, na sua avaliação, só se corrige com ações duras e sólidas.“Já tivemos avanços na luta contra o preconceito à população negra, mas não podemos recuar, porque o racismo é uma doença, uma ferida que sangra. O racismo existe, é repugnante e não pode ser aceito em hipótese alguma. É preciso ser combatido com enfrentamento e também com tolerância, sem ódio nem violência”, declarou. “A desigualdade racial tem origem histórica e precisa ser enfrentada. Nós vamos continuar lutando por uma sociedade mais justa, sem preconceito ou discriminação. Para isso, precisamos unir forças e é justamente isso que estamos fazendo aqui. Não vamos recuar”, finalizou.Na sequência, os presentes acompanharam a palestra “Políticas de ação afirmativa: limites da institucionalidade, (in) segurança jurídica e obstáculos na construção da democracia antirracista”, ministrada pela Dra. Isadora Brandão Araújo da Silva, do Núcleo Especializado de Defesa da Diversidade e Igualdade Racial da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.