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Prefeitura investe 38% do total do Orçamento em Saúde

Valor está bem acima do valor mínimo exigido pela Constituição, que é de 15%; para secretária Eliana Honain, destacam-se a compra de medicamentos e insumos e o investimento em cirurgias eletivas
A Prefeitura de Araraquara investe na área da Saúde mais que o dobro dos recursos mínimos exigidos por lei. Isso inclui a compra de medicamentos, materiais e insumos, o investimento em exames e cirurgias eletivas, a contratação de novos profissionais necessários para o atendimento à população, entre outras despesas.Segundo a Constituição Federal de 1988, os municípios têm obrigação legal de investir pelo menos 15% do orçamento anual em Saúde. Em Araraquara, esse índice era de 29,79% em 2016. Em 2017, após o prefeito Edinho tomar posse, o investimento subiu para 38,64%, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do site da Prefeitura (www4.araraquara.sp.gov.br).As estatísticas do ano passado ainda dependem dos últimos meses do ano para serem concluídas. Mas, segundo a Secretaria de Planejamento e Participação Popular, os investimentos mantinham-se em 38,05% do Orçamento até novembro, o que representa R$ 232 milhões.“Isso mostra a grande preocupação do governo do prefeito Edinho. Saúde é uma prioridade. O que a gente fez? Além de desencadear a manutenção da rede, principalmente não deixando faltar medicamentos e insumos, a gente investiu muito nos exames, cirurgias eletivas e na reposição de funcionários necessários”, explica a secretária municipal de Saúde, Eliana Honain.“Isso foi um grande avanço, apesar de todas as dificuldades que a gente enfrenta ainda com as filas [de exames e cirurgias]. Apesar de todo esse incremento de recursos, a gente tem dificuldades, mas mostramos que temos uma capacidade muito grande de poder estar investindo e revertendo essa situação. Existe vontade política de se fazer Saúde em Araraquara”, complementa a secretária.E os números comprovam isso. O investimento na compra de medicamentos passou de R$ 3.649.986,68, em 2016, para R$ 5.645.012,10 no ano seguinte e, em 2018, R$ 6.117.853,74. No último mês de dezembro, apenas três tipos de medicamentos disponibilizados na rede estavam em falta, o que representa 1,07% do total.Outra informação importante é que cerca de 200 novos funcionários foram contratados para a Saúde ao longo de 2018, com objetivo de suprir necessidades das UPAs (unidades de pronto atendimento) e das unidades de saúde.Desses profissionais, 65 são agentes de enfermagem, 20 são enfermeiros, 19 são agentes comunitários de saúde, 14 são farmacêuticos e nove são médicos de saúde comunitária, entre outras especialidades.ProgramasAlém do atendimento rotineiro à população nas unidades de saúde e nas UPAs, a Secretaria de Saúde é responsável por outros programas de destaque, como o “Saúde em Casa” e o “Saúde Cidadã”.Pelo “Saúde em Casa”, lançado em 2018, os pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) recebem, em domicílio, medicamentos de uso continuado para doenças crônicas controladas, como hipertensão e diabetes, e planejamento reprodutivo. Até dezembro, 1,4 milhão de remédios foram entregues em 14 regiões da cidade.Já o “Saúde Cidadã” tem foco na redução de filas de exames e de cirurgias eletivas, em parceria com a Santa Casa de Araraquara e a Maternidade Gota de Leite. Foram realizados 17 mil procedimentos realizados desde o lançamento do programa, incluindo vasectomias e laqueaduras, além de cirurgias de hérnia e vesícula e de cirurgias ortopédicas.Outro investimento importante, de quase R$ 1 milhão, foi responsável por disponibilizar cadeiras especiais para portadores de paralisia cerebral, acabando com as filas de espera até então.