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Curso leva capacitação sobre direitos da mulher e enfrentamento à violência

Iniciativa, apoiada pela Prefeitura, formou 42 Promotoras Legais Populares na sexta-feira (25), na Biblioteca Municipal
Quarenta e duas mulheres se formaram na 2ª turma de Promotoras Legais Populares (PLPs) de Araraquara, na sexta-feira (25) à noite, em evento no auditório da Biblioteca Municipal “Mário de Andrade”. O prefeito Edinho e outras autoridades participaram da solenidade.O curso foi uma ação do Coletivo Bennu, com apoio da Prefeitura de Araraquara (por meio do Centro de Referência da Mulher), da Defensoria Pública do Estado de São Paulo e da Uniara (Universidade de Araraquara).Os encontros abordaram questões sobre mulheres, empoderamento, política, direito, saúde, enfrentamento da violência e diversidades, com o objetivo de capacitar mulheres em noções de direito e cidadania, a partir do enfoque em direitos humanos e no enfrentamento à violência contra as mulheres.Assim, essas mulheres conheceram direitos, leis e mecanismos jurídicos, tornando-as capazes de tomar iniciativas e decisões para promover o acesso à justiça e a defesa dos direitos humanos.A 2ª turma levou o nome de Camila Lourenço, vítima de feminicídio em abril de 2018, aos 32 anos de idade. Gerente de uma esmalteria, Camila foi morta com dez facadas pelo ex-companheiro, que não aceitou o término do relacionamento, no Jardim Higienópolis. Uma das formadas no curso é Isabel, mãe de Camila.“Eu fico muito feliz de ver mulheres se organizando e acreditando nessa luta. E a Isabel, apesar da dor profunda de perder a Camila, não está dentro de casa. Está aqui fazendo um curso para lutar para que outras mulheres não sofram o que sua filha sofreu. É uma demonstração de força incalculável. Quando alguma fraqueza bater, lembrem-se da Isabel. Você é o símbolo de tudo isso”, afirmou o prefeito.A fala de Isabel emocionou a plateia. “A Camila era gentil e generosa, sincera e verdadeira, mas teve sua vida tirada de forma brutal e cruel. Desde 9 de abril do ano passado [data do crime], nós da família resolvemos transformar nossa dor em luta para que não aconteça com outras mulheres o que aconteceu com a minha Camila”, relatou a mãe.Amanda Vizoná, coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, elogiou as formandas. “É uma turma muito inspiradora. Essa luta contra a violência e o machismo é difícil, mas eu não me sinto mais sozinha. Todas vocês serão instrumento de luta”, declarou.Representando a Câmara Municipal, a vereadora Thainara Faria (PT) elogiou a iniciativa do curso. “São mulheres que irão promover a lei e a justiça em suas comunidades”, destacou. Opinião também compartilhada pela deputada estadual Márcia Lia (PT): “Sabemos o quanto temos que lutar para sermos respeitadas”.Para Marcos Henrique Caetano, representando a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, a formatura representa esperança de dias melhores. “Hoje [sexta] representa uma gota de esperança. A resposta sempre será pela Educação. Temos esperança de, juntos, construirmos uma sociedade melhor”, disse.Grasiela Lima, coordenadora do curso, ressaltou que todas as alunas foram mulheres de luta. “Com esse empoderamento, vocês podem transformar as próprias vidas e as vidas das outras mulheres”, analisou. E Gisele Barbosa, coordenadora do Coletivo Bennu, destacou que as formandas são “símbolo de persistência e transformação”.