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Saúde

Técnicos explicam armadilha para capturar fêmeas do mosquito da dengue

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Armadilhas atraem Aedes e permitem combate mais rápido

 

Equipamento também informa se mosquito está contaminado com vírus da dengue e bairros com maior incidência de criadouros

 

 

Desde novembro, quando lançou o Plano Municipal de Combate à Dengue 2020, sob o tema ‘Todos Juntos, todo dia, Contra a Dengue’, em parceria com a mídia da cidade e a sociedade civil, a Prefeitura tem diversificado as ações contra o mosquito Aedes aegipty, transmissor da dengue e de outras doenças graves.

Uma dessas ações é o sistema ‘MI-Aedes’ de monitoramento integrado, desenvolvido através do equipamento chamado mosquitrap ou atraedes, também conhecido como armadilhas, para atrair as fêmeas grávidas do Aedes.

Em recente entrevista ao programa ‘Canal Direto’ do Facebook da Prefeitura, o gerente comercial Luiz Felipe Ferreira Barroso e o diretor Carlos Vagner Peçanha, ambos da Ecovec, empresa responsável por esse monitoramento em Araraquara, deram detalhes sobre as 920 armadilhas que serão instaladas em diferentes pontos da cidade.

Segundo Vagner, o sistema permite que os gestores públicos de saúde saibam onde estão os mosquitos em sua maior quantidade, se estão contaminados e por qual tipo de vírus.

“Os mosquitos atraídos são coletados e enviados ao nosso laboratório para detectar se estão com o DNA do vírus. Com as informações online, passadas via portal da Evotec, o sistema permite que sejam tomadas de forma mais rápida as medidas de combate à dengue”, explicou.

A partir da instalação das armadinhas em residências da cidade é possível saber em pouco tempo em qual bairro há mais mosquitos contaminados, para que sejam realizados arrastões, limpeza de terrenos ou até mesmos os processos de nebulização ou aplicação de inseticidas.

Luiz Felipe Barroso enfatizou que as armadilhas visam atrair e capturar a fêmea do Aedes, a transmissora do vírus, que precisa do sangue humano para fazer a maturação dos ovos e, por isso, pica as pessoas.

A armadilha simula um criadouro perfeito com todas as condições de atração, construindo um ambiente para as fêmeas grávidas depositarem seus ovos.

“Com o atraedes, é possível fazer um diagnóstico mais preciso da área com maior infestação do mosquito, em comparação com outras áreas da cidade”, acrescentou Barroso.

 

Maior eficácia

O sistema ainda permite que ao redor da instalação dos equipamentos, num raio de cerca de 150 metros, com a probabilidade de uma grande quantidade de criadouros do mosquito, sejam realizadas as ações de combate.

As visitas dos agentes de monitoramento, que se deslocarão de patinetes, serão feitas semanalmente aos mosquitraps, para a identificação dos mosquitos coletados.

Vagner Peçanha garantiu que em hipótese alguma a armadilha atrairá mosquitos para as residências onde estarão instaladas, já que são desenvolvidas apenas para atrair a fêmea do Aedes.

“Será muito importante que a população aceite a instalação de uma armadilha nas residências e comunique a Prefeitura quando descobrir mosquitos voando ao redor, entre 10h ou 15h, ou mesmo se uma pessoa foi picada”, acrescentou.

Também vale destacar que o equipamento é um produto nacional, desenvolvido na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) como produto de exportação.

Vagner ainda ressaltou que o sistema é utilizado no Brasil há 12 anos e, por isso, já está consolidado. E que as cidades de Santos, Porto Alegre e Vitória, entre outras onde as armadilhas foram instaladas, têm registrados menos casos de dengue.

 

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