Você está aqui: Página Inicial / Notícias / 2019 / Fevereiro / 28 / Saúde explica males do barulho de fogos de artifício

Comunicação

Saúde explica males do barulho de fogos de artifício

GARLIPPE_LUCIANA.jpeg

Problemas que atingem animais domésticos também oferecem riscos para pessoas com transtornos e para crianças e idosos
No último dia 20 de fevereiro, o prefeito Edinho sancionou a lei que proíbe a soltura de fogos de artifício ruidosos, que incomodam crianças, idosos, pessoas com deficiências e animais de estimação, em Araraquara.
Esta lei, aprovada pela Câmara Municipal, de autoria da vereadora Juliana Damus (Progressistas), altera o Código de Posturas do Município, de 22 de dezembro de 1997.

No programa “Canal Direto com a Prefeitura”, na quarta-feira (27), a gestora de Projetos do Centro de Zoonoses (ligada à Secretaria Municipal de Saúde), Luciana Filippo, e o gerente de Reabilitação da Secretaria de Saúde, Luiz Armando Garlippe, expuseram a importância da lei.

Segundo Luciana, a audição de animais como cães gatos é muito sensível. Por isso, eles sofrem mudanças de comportamento diante de uma situação de barulho de fogos de artifício.

Primeiro, esses animais buscam sair do incômodo, tentando fugir de suas casas porque ficam atordoados e perdidos, numa situação de muito perigo. “Cães, inclusive, sofrem convulsões e além de complicações cardíacas, podem ter diarreia diante de uma situação traumatizante, independente da raça”, explicou. “Há relatos e imagens de casos em que cães morreram atropelados durante a fuga, ou de enfarto, principalmente em datas comemorativas”.

A gestora de projetos do Centro de Zoonoses acrescentou que até aves perdem a noção de espaço nas horas do barulho, colidindo com postes ou muros. “Ou são encontradas mortos nas praças públicas das cidades”.

Exacerbação
De acordo com Luiz Armando Garlippe, os autistas também representam um caso emblemático em relação ao barulho provocado por fogos de artifício. “O autista pode ter as sensações exacerbadas, embora não seja somente com a audição. Mas com relação aos fogos, a sensibilidade sonora pode provocar situações de agressividade e até convulsões”.

Por conta dessa situação, alguns autistas até se automutilam, se jogando ou batendo a cabeça contra a parede.
Ainda de acordo com Garlippe, existem casos também de bebês, principalmente prematuros, que apresentam problemas por conta dos fogos de artifícios, inclusive os que têm Síndromes de Down, por exemplo. Garlippe ainda lembrou do idoso, que normalmente já enfrenta a questão do estresse, com a liberação de adrenalina, podem sofrer enfartos.

É importante ressaltar, segundo Luciana e Garlippe, que mesmo aquelas pessoas que não enfrentam em casa nenhum tipo de transtorno ou não possuam animais domésticos, devem aprovar a proibição.

Aqueles que não enfrentam estes problemas hoje talvez não entendam nem aceitam a proibição, mas um dia podem ter um idoso acamado em casa. “A gente observa no dia a dia no Centro Regional de Reabilitação que existem muitas pessoas que sofrem com esse tipo de barulho”, ressaltou o gerente de Reabilitação.

Solidariedade
“Essas pessoas precisam pensar mais antes de recriminar a nova lei e usar outros tipos de fogos como luminosos, que fazem menos barulho. Inclusive, também os que ouvem som muito alto podem ter problemas no futuro e ser obrigados a usar um aparelho auditivo”, acrescentou Luiz Garlippe.

Para Luciana Filippo, é tudo uma questão de bom senso e de solidariedade. “É preciso que as pessoas pensem além dos seus próprios problemas, mesmo que tenham um animal doméstico nem pessoas doentes na família”, resumiu.

Vale destacar que o programa de entrevistas “Canal Direto com a Prefeitura” é apresentado ao vivo, de segunda a sexta-feira, às 18h30, pela TV Web Participativa (podendo ser revisto posteriormente), via página oficial do Facebook e Portal da Prefeitura de Araraquara.

registrado em: ,