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Comunicação

Congresso de Democracia Participativa debate papel das mulheres na economia solidária

O debate foi mediado pelas coordenadoras municipais de Políticas Públicas para Mulheres e de Economia Criativa e Solidária
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A segunda roda de conversa do I Congresso Internacional de Democracia Participativa: Participação Popular e Economia Solidária, que vai até sábado (16) no Cear - Centro Internacional de Convenção, trouxe na tarde desta sexta-feira (15) o tema ‘Mulheres na economia solidária: possibilidade de reconhecimento e emancipação social’.

 

Mediado pelas coordenadoras municipais Amanda Vizoná (Políticas Públicas para Mulheres) e Camila Capacle (Economia Criativa e Solidária), o debate teve como participantes Maria Fernanda Marcelino e Vera Machado, da Sempreviva Organização Feminista; Marta Joaquim, da Cooperativa Acácia de Catadores de Materiais Recicláveis de Araraquara; e Jiseli Dias de Santana, da Associação das Mulheres do Assentamento Monte Alegre.

Vera Machado e Maria Fernanda Marcelino, da Sempreviva Organização Feminista (SOF), falaram da parceira com a Associação de Mulheres da Economia Solidária e Feminista, organização que busca a autonomia das mulheres na economia solidária.

“A economia solidária, sem a economia feminista, reproduz o capitalismo”, disse Vera Machado, lembrando que, em 2003, mulheres se articularam para reivindicar do governo a criação de políticas de economia de solidária voltadas para elas e, a partir dessa mobilização, foram realizados fóruns estaduais e nacionais que discutiram as relações homem e mulher neste contexto, fortalecendo o movimento.

Fernanda também reforçou a desigualdade entre homens e mulheres na economia solidária. Outro desafio, segundo ela, é tornar as produções individuais em coletivo. “É difícil, mas é possível. Já realizamos feiras com 42 empreendimentos, com pessoas se revezando em pequenos espaços, comercializando produtos totalmente distintos. É um exercício de construção de confiança e de consciência feminista capaz de ser concretizado”, declarou.

Helena Francisco e Marta Joaquim, da Cooperativa Acácia de Catadores de Materiais Recicláveis de Araraquara (Acácia), também falaram de suas experiências na economia solidária. A Acácia reúne hoje 202 cooperados, sendo que 80% são mulheres, a maioria arrimo de família.

Jiseli Dias de Santana, da Associação das Mulheres do Assentamento Monte Alegre (AMA), e Maria José Severino, uma das fundadoras da Padoka, que completou 10 anos recentemente, descreveram também a experiência no assentamento, que hoje reúne vários pequenos empreendedores da economia solidária produzindo diversos tipos de pães, como o caseiro, de milho, cenoura, soja e itens vegano, além de cachaça artesanal e queijos.  A partir do amplo trabalho de capacitação dos produtores rurais do assentamento, as propriedades passaram a agregar valor a seus produtos e assim foi criado um roteiro com os pontos de vendas desses produtos alimentícios artesanais; o Circuito dos Sabores.

Ao final das explanações, o debate foi aberto para as dezenas de mulheres presentes, também representantes de diferentes setores de economia solidária.

As atividades do evento tiveram início na quinta-feira (14) e são organizadas na forma de palestras com especialistas brasileiros e internacionais, conferências, rodas de conversa, oficinas temáticas, atividades culturais e apresentações de artigos e painéis. O encontro também traz a Feira Regional de Economia Solidária, Criativa e da Agricultura Familiar.

O evento é uma realização da Prefeitura com apoio do Sesc, Unesp, Uniara e Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais.