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Trabalho

Canal Direto Especial Coronavírus e o processo de produção de máscaras caseiras

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Produção de máscaras caseiras gera trabalho e renda

 

Primeiro lote de  máscaras produzidas pela Associação Mãos que Criam foi entregue nesta quinta-feira (30), em Araraquara

 

Em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus, que tem aumentado o desemprego e a vulnerabilidade social, a confecção inicial de 15 mil máscaras caseiras laváveis possibilita a geração de trabalho e renda em Araraquara.

 

Através de compra direta por concorrência pública, a Prefeitura contratou para confeccionar as máscaras a Associação Mãos que Criam, formada há 12 anos na cidade por mulheres artesãs do Jardim das Hortênsias.

 

Com o início da produção, as primeiras máscaras foram entregues nesta quinta-feira (30) nos Polos de Assistência Social instalados nos Cras (Centros de Referência em Assistência Social) dos bairros Cruzeiro do Sul, Yolanda Ópice São Rafael.

 

As máscaras foram entregues pela Coordenadoria de Segurança Alimentar (ligada à Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social), junto a 200 cestas de hortifrútis do PMais (Programa Municipal de Agricultura e Interesse Social), PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e PAA-Conab - Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal. Outras foram entregues pelo grupo de Teatro “Anjos do Trânsito”, no Terminal Central de Integração (TCI).

 

Em entrevista ao Canal Direto Especial Coronavirus, via Facebook da Prefeitura, na quarta-feira (29), a coordenadora executiva de Trabalho e Economia Criativa e Solidária (ligada à Secretaria Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Econômico), Camila Capacle, reiterou a importância da produção de máscaras.

 

“Graças à eficácia de sua implantação, esse projeto também torna acessível o uso das máscaras para as pessoas em situação de vulnerabilidade e, por isso, impedidas de comprar ou confeccionar o produto”, enfatizou Camila.

 

No total, 15 mulheres que atuam com artesanato e costura serão responsáveis pela confecção das 15 mil máscaras - oito delas trabalhando em casa e as outras sete, numa sala ampla do Espaço Kaparaó.

O produto confeccionado à base de algodão e TNT duplo, no formato de máscara cirúrgica, passa pelo processo de desinfecção com luz UV (ultravioleta), no Instituto de Química da Unesp Araraquara, antes de ser distribuído através da Rede de Solidariedade.

 

Vale destacar que os lotes iniciais da matéria-prima para a confecção das primeiras máscaras foram doados pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e IFSP  (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo).

 

Parcerias

Também vale ressaltar que pessoas físicas ou jurídicas que quiserem participar do projeto com a doação de materiais para a produção de máscaras, ou com recursos financeiros, podem entrar em contato com a Rede de Solidariedade pelo telefone 0800-773-1145. Este número também pode ser utilizado por voluntários que quiserem ajudar na confecção.

 

Conforme acrescentou Camila Capacle, o projeto de confecção das máscaras foi definindo pelo Comitê de Contingenciamento do Coronavírus, em parceria com as secretarias municipais de Saúde e do Trabalho e Desenvolvimento Econômico.

 

Uso obrigatório

Também por determinação do Comitê de Contingenciamento do Coronavírus, a partir desta sexta-feira (1º de Maio) é obrigatório o uso de máscaras em Araraquara para quem sair nas ruas.

 

A medida que objetiva conter a proliferação da Covid -19 vale para pessoa que for a supermercados e a outros estabelecimentos comerciais ou quando for utilizar o transporte público coletivo da cidade.

 

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