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Planejamento

Atividades do Mês da Visibilidade Trans começam no próximo dia 17

Todas as atividades do programa serão realizadas no Centro de Referência e Resistência LGBTQIA+ gratuitamente
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No próximo dia 17 de janeiro tem início a programação do Mês Municipal da Visibilidade Trans, em uma realização da Prefeitura de Araraquara – por meio da Assessoria Especial de Políticas LGBT e Centro de Referência e Resistência LGBTQIA+ Nivaldo Aparecido Felipe de Miciano ”Xuxa” - juntamente com o + Plural Coletivo LGBTQIA interseccional Araraquara. As atividades gratuitas são abertas às pessoas trans e aliadas da causa.

“O Brasil continua sendo o país que mais mata travestis e transexuais no mundo, e o contato com a discriminação e o ódio chega cedo na vida de uma pessoa trans”, conta Filipa Brunelli, primeira travesti a assumir a Assessoria de Políticas LGBT de Araraquara.

Ela explica que a pessoa transexual (também chamada de transgênero ou travesti) é aquela que não se identifica com o gênero que a sociedade acha que ela deve ter por conta do seu sexo biológico. “O Dia Nacional da Visibilidade Trans é comemorado em 29 de janeiro e marca a luta dessa população que sofre, diariamente, todo tipo de preconceito e violência, já que o contato com a discriminação e o ódio é uma realidade que chega cedo na vida de uma pessoa trans”, dispara.

Filipa lembra que nos últimos anos houve um avanço para a visibilidade e reconhecimento do direito à existência das pessoas trans enquanto cidadãs, porém “ainda buscamos acesso a direitos fundamentais como o de identidade, direito ao autorreconhecimento, direito de ir e vir, direito à vida”. De acordo com Filipa, o preconceito contra a população trans – a transfobia – resulta em: rejeição da família, abandono da escola, grandes dificuldades de inserção no mercado de trabalho, entre outras iniquidades que tornam as pessoas trans altamente vulneráveis, nos níveis social e pessoal.

 

Programação - As políticas públicas de promoção de direitos e combate à discriminação são fundamentais para o acolhimento de pessoas trans. Por isso mesmo, a programação tem início, nos dias 17 e 18 de janeiro, com um plantão para retificação de nome (mudança de nome) no Centro de Referência e Resistência LGBTQIA+, onde acontecem todas as atividades do programa. O atendimento será realizado das 9 às 18 horas. “A retificação visa promover o respeito e minimizar as estatísticas de violência e exclusão escolar em função de bullying, assédio e discriminação da pessoa trans”, destaca Filipa.

Na semana seguinte, no dia 25 (sábado), serão realizadas duas atividades: a roda de conversa “Homens trans e transmasculinos”, às 16 horas; e Cine LGBT edição especial “O T da questão”, às 20 horas. Por fim, no dia 30 (quinta), será realizada a eleição da composição da COPO LGBTQIA+ 2020, às 19 horas. A COPO é a Comissão Organizadora da Parada do Orgulho LGBTQIA+. “Essa comissão é responsável por organizar e estruturar a Parada do Orgulho LGBT. No dia 30 serão eleitas três pessoas da sociedade civil não organizada para fazer parte dessa comissão”, explica Filipa.

Ainda, a assessora conta que o dia 29 de janeiro foi escolhido para ser o Dia Nacional da Visibilidade Trans no Brasil “já que foi nesta data, em 2004, que pela primeira vez na história do Brasil, travestis e transexuais estiveram no Congresso Nacional para falar aos parlamentares brasileiros sobre a nossa realidade”, lembra.

Toda a programação é gratuita. O Centro de Referência e Resistência LGBTQIA+ Nivaldo Aparecido Felipe de Miciano ”Xuxa” está localizado na Avenida Espanha, nº 536, no Centro de Araraquara.

 

SERVIÇO:

Mês da Visibilidade Trans

Local: Centro de Referência e Resistência LGBTQIA+ Nivaldo Aparecido Felipe de Miciano ”Xuxa” (Av. Espanha, nº 536 -  Centro)

 

Programação:

 

17 e 18/01:

9 às 18h: Plantão para retificação de nome (mudança de nome)

 

25/01:

16h: Roda de conversa “Homens trans e transmasculinos”

20h: Cine LGBT edição especial “O T da questão)

 

30/01:

19h: Eleição de composição da COPO LGBTQIA+ 2020

 

Programação gratuita

 

 

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