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Sala de Situação da Dengue avalia resultados de sistema inovador no rastreamento do Aedes aegypti

Por meio de 918 armadilhas instaladas em toda a cidade, equipes da Vigilância em Saúde detectam quais regiões têm maior incidência da fêmea adulta do Aedes aegypti, o que torna as ações de bloqueio mais eficientes
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Um sistema tecnológico inovador vem sendo utilizado pela Prefeitura Municipal no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus. É mais um aliado para evitar a transmissão dessas doenças durante o período chuvoso do próximo verão. A apresentação dos últimos resultados do sistema MI-Aedes (Monitoramento Integrado do Aedes aegypti) foi feita na última terça-feira (6), durante reunião da Sala de Situação da Dengue, quando também foram abordadas diversas medidas de intensificação do trabalho de combate à dengue, já se antecipando à chegada do período chuvoso do verão.
Com o MI-Aedes (Monitoramento Integrado do Aedes aegypti), as equipes da Vigilância em Saúde têm acesso, por meio da internet, a um mapa interativo que mostra quais as regiões da cidade com maior e menor incidência do mosquito da dengue.
Isso foi possível com a instalação de 918 armadilhas em residências espalhadas por toda Araraquara. Diariamente, servidores da Vigilância visitam esses locais para conferir se fêmeas adultas do Aedes foram capturadas. Essas informações são incluídas no sistema pelos agentes por meio de tablets.
“As vistorias são feitas e lançadas em tablets todos os dias, com todas as 918 armadilhas sendo vistoriadas semanalmente. O sistema mostra uma ‘fotografia’, um registro de quais os bairros com maior infestação nas últimas oito semanas. Isso otimiza a ação do Controle de Vetores, gerando maior eficiência e eficácia”, afirma o coordenador de Vigilância em Saúde, Rodrigo Ramos.
Anteriormente, o modelo utilizado no município era a tradicional ADL (Avaliação de Densidade Larvária). “Essa é uma forma muito utilizada para identificar a infestação por larvas, mas só é atualizada a cada quatro meses, o que limita a capacidade de ação do Controle de Vetores”, diz Rodrigo.
No novo sistema, implantado pela empresa Ecovec, o mapa de Araraquara apresenta diversos pontos espalhados pelos bairros: são as armadilhas. Cada cor tem um significado: verde é satisfatório, amarelo é moderado, laranja é alerta e vermelho é risco iminente.
Um exemplo de funcionamento do MI-Aedes ocorreu na última quarta-feira (7). Após monitoramento pela internet, as equipes foram até o Parque São Paulo e encontraram um terreno com muito lixo e materiais que se tornam criadouros do mosquito da dengue. O local fica no mesmo quarteirão onde está instalada uma das armadilhas que constam no sistema.
“Com o MI-Aedes, nossa equipe impede de forma mais efetiva a proliferação do mosquito, além de ganhar tempo e economizar recursos como combustível, porque vai direto ao local que mais precisa de atenção”, explica o coordenador.
Ainda de acordo com a Vigilância, o trabalho de combate ao Aedes começou desde o início do ano e será intensificado nas próximas semanas. As medidas incluem ampliação dos mutirões de limpeza de terrenos e imóveis, campanhas de conscientização da população e atenção integral a pessoas em situação de acúmulo de lixo e outros resíduos.
Trata-se de uma ação conjunta entre a Prefeitura e a população para evitar a reprodução do Aedes aegypti e a transmissão da dengue, da chikungunya e do zika. Para isso, cada um deve fazer a sua parte combatendo os criadouros e os locais que possam acumular água e servir de moradia para o mosquito da dengue.

 

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