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Sexta-feira (25): FIDA apresenta a live "Corpas e performatividades desobedientes como armas de guerra"

Também, os vídeos: "Andanças", "Gestus 30 Anos" e "Res Pir Ar" integram a programação virtual, que tem início às 18 horas
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A programação intensa do FIDA - Festival Internacional de Dança de Araraquara segue com diversas atividades virtuais e gratuitas, abertas a todos interessados. Na sexta-feira, 25 de setembro, a programação - a partir das 18 horas - apresenta três vídeos, além da live de debates "Corpas e performatividades desobedientes como armas de guerra". A programação é veiculada ao canal da Prefeitura de Araraquara no Youtube, com link disponibilizado na página provisória da Prefeitura no Facebook (@MunicípioAraraquara). 

O trabalho audiovisual "Andanças", do artista visual e fotógrafo Paulo César Lima, que reúne o resultado de 15 anos das fotografias de espetáculos de dança feitas no Brasil e no mundo, abre a programação às 18 horas.  

Na sequência, será realizada a live "Corpas e performatividades desobedientes como armas de guerra", com a participação de: Vita Pereira (Brasil), Princesa Ricardo (Brasil) e Ekena (Brasil), com a mediação de Carolina Goos. 

A curadora do FIDA, Gilsamara Moura, conta que esta live pretende "confrontar posicionamentos artísticos-políticos-culturais-estéticos que estão implicados e conectados com as nossas vidas". 

Após a live, será exibido o vídeo comemorativo “Gestus 30 anos”, produzido pelo Grupo Gestus e Índio Medeiros. O vídeo é a primeira ação de celebração de três décadas de trabalho contínuo em dança, política e pensamento contemporâneo do grupo de dança contemporânea Gestus que, agora, oferece a Araraquara este presente dentro de um evento que marcou sua trajetória: o FIDA. 

 

Res Pir Ar - Por fim, a programação se encerra com o vídeo "Res Pir Ar", selecionado por meio de edital de fomento da cultura local e que exprime a angústia de uma pessoa em quarentena, que se vê afastada da sociedade, tentando lidar com sua sanidade mental. 

O tema escolhido tem como pesquisa a respiração, sua utilização na dança e em outras práticas como yoga e meditação e para controlar o estado da mente e trazer calma. Mas é possível ter calma depois de meses de isolamento social? A forma que respiramos define nosso estado emocional, ao mesmo tempo que nosso estado emocional define nossa respiração. Como fica nossa respiração quando estamos de máscara? 

"Res Pir Ar" apresenta uma pessoa sentada no chão envolta por papel filme. Sons de respiração invadem o espaço e a respiração está ofegante. Inicia-se aí uma batalha contra sua própria mente, em um limiar entre a loucura e a sanidade em meio a uma pandemia. O perigo está no ar! 

A performance, com direção de Bruny Derotzi e Nala Suê Abdemi, tem coreografia dx performer Wendy Morette que, em posição de meditação, utiliza a respiração para tentar entrar num estado meditativo - e é neste momento que se inicia a batalha com mente! 

Começa uma dança da mente com ansiedade ao som de respirações. Inspirações e expirações profundas para controlar todas as sensações e não pirar. Quando a respiração fica mais ofegante, a dança fica mais agitada. A máscara faz com que haja dificuldade de entrar o ar, falta de ar é um dos sintomas da Covid19 e da ansiedade também. O risco de contaminação é grande... "será que eu peguei?".  

O medo de morrer assola. As respirações cessam, a mente se volta para o estado presente, sentado em posição de meditação e abre os olhos. A vontade de se esconder em uma bolha, na tentativa de se proteger de qualquer forma daquilo que desperta perigo: o ar! 

A performance é um grito de uma pessoa quarentenada sobre o desconforto com a situação política e pandêmica no Brasil, além de ser um manifesto para chamar a atenção às questões da saúde mental. 

Nala Suê Abidemi é formada como atriz, cantora e compositora Afreekana. Atua como autodidata e autônoma estudando filosofias africanas, é arte educadora periférica e dona do projeto de varal de poesias "Coração de uma mina preta", além de ativista política junto ao coletivo “Cadê Tereza?”. 

Wendy Moretti é performer, dançarino, ator, produtor e diretor. Participou da Coletiva Be, Coletivo LGBT+ da Unesp Araraquara, onde produziu e performou em festas e saraus. Integrante do coletivo Casixtranha, na qual realizam performances de dança/teatro e ministram oficinas de dança “vogue”. Formado em Letras pela Unesp Araraquara e em Técnico em Teatro pelo Senac. É professor de balé, danças urbanas e contemporâneo. 

Bruny Derotzi é performer, produtor, ator, dançarine, DJ e artista visual. Com formação em Teatro pelo Senac Araraquara, participa do coletivo Casixtranha e Cigarraiada. 

O FIDA 2020 apresenta uma parceria com a Universidade Federal da Bahia – por meio da Escola de Dança, Programa de Pós-Graduação em Dança (PPGDança), Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC), Grupo de Pesquisa Ágora: modos de ser em Dança(CNPq/UFBA) e PRODAN; Secretaria Municipal da Educação; Balangandança Cia. de Dança (SP), Centro da Juventude de Araraquara e Corpo Rastreado. Toda a programação é gratuita e aberta aos interessados.  

 

Confira os convidados da live "Corpas e performatividades desobedientes como armas de guerra" 

 

Ekena: Fruto de uma geração de mulheres fortes e empoderadas, Ekena se consolida cada vez mais como uma das novas vozes potentes da música nacional. Desde 2010 no cenário da música autoral, a cantora despontou com seu primeiro disco "Nó" (2017), em 13 faixas que discorrem sobre temas inerentes ao mundo da mulher contemporânea, viajando por canções românticas, mas sem deixar de lado o seu grito por liberdade e igualdade. O single “Todxs Putxs”, incluído na estreia da cantora, foi abraçado como hino feminista e reverberado. Regida por composições autobiográficas, agora a cantora se prepara para “Cíclica”, lançamento com previsão para o primeiro semestre de 2021. Através de uma nova roupagem entre o pop music e o tropical trap, Ekena foi responsável quase todas as funções do processo, de direção de arte a atuação e, enxerga o novo trabalho muito mais maduro.  

  

Princesa Ricardo Marinelli: é bicha. Bem bicha. Artista da dança, Terrorista de gênero. É Licenciadx em Educação Física e Mestrx em Educação pela UFPR. Doutorandx em Performances Culturais na UFG. Professorx do curso de licenciatura em Dança da UNESPAR. 

  

Vita Pereira: multiartista. Formada em Pedagogia (Unesp), Teatro (Senac) e Edificações (ITB). Possui trabalhos em diversas linguagens artísticas. Professora das Oficinas Culturais com o curso “Artes do Ekê: dança, moda e performance. “No Teatro seu último trabalho foi a temperada no Teatro Jaraguá -SP com o espetáculo musical “MADAME SATÔ. No Cinema Dirigiu, foi atriz, preparadora de elenco e colaborou no roteiro do Curta Metragem “Perifericu”. Atualmente desenvolve um trabalho sobre o picumã como armadura de guerra. Uma parte da primeira pesquisa desse processo se dá com o curta “PIicumã” produzido em 2020 em contexto de isolamento social. Curadora e realizadora da Festa Tr4v4d4 em Araraqueer. 

  

Mediação: Carolina Goos: doutoranda na Université Paris Nanterre, jornalista, comunicóloga, profa. PUC-GO, feminista, anti-racista, anticapitalista. 

 

SERVIÇO: 

FIDA – Festival Internacional de Dança de Araraquara 

Data: sexta-feira (25 de setembro) 

Horário: a partir das 18 horas 

 

Programação: 

  • Vídeo "Andanças", de Paulo César Lima 

  • Live 7 - ENCONTROS: "CORPAS E PERFORMATIVIDADES desobedientes como armas de guerra", com: Vita Pereira (Brasil), Princesa Ricardo (Brasil) e Ekena (Brasil) - mediação: Carolina Goos   

  • Vídeo comemorativo Gestus 30 anos 

  • Vídeo selecionado por edital "Res Pir Ar", de Nala Suê Abdemi 

 

Programação gratuita

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