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Urbano

Visita técnica apresenta histórico da arborização e do paisagismo do Parque do Basalto

Apresentação foi feita pelo professor da UNIARA, Prof. Dr. João Carlos Geraldo, responsável pela arborização e paisagismo do Parque no período de concessão de uso da UNIARA, aos técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade
Foto 5 - Visita técnica no Parque Basalto  (1).jpg

 

 

 

Na manhã desta quarta-feira (22), os técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, o docente Prof. Dr. Adriano Marques Gonçalves e discentes da UNIARA receberam, no Parque Natural Municipal de Proteção Integral do Basalto, a visita do Professor Dr. João Carlos Geraldo, responsável pela arborização e paisagismo do Parque no período de concessão de uso da UNIARA. O objetivo da atividade foi compreender como se deu a implantação da arborização e paisagismo do local.

 

Segundo o Professor Dr. João Carlos Geraldo a ideia inicial foi criar dentro do parque pequenos biomas existentes no Brasil, sendo um deles o Cerrado. “Nesse bioma foram plantadas espécies como o Angico Preto, Pata de Vaca do cerrado, Ipês amarelos, Mandioqueira, Abacaxi do cerrado, Caju de Goiás e Candeias”. Outro pequeno Bioma apresentado foi o da Amazônia. “Neste caso, foram plantadas árvores como a Seringueira, Mogno, Pau Viola, Abricó de macaco e a Erythrina nativa da Amazônia”.

 

Ainda de acordo com ele, existem aproximadamente 3.500 espécies de Palmeiras catalogadas no mundo, sendo que no Brasil, existem aproximadamente 1.500 e, no Parque do Basalto foram plantadas 110 espécies diferentes. “Entre elas podemos citar as Tamareira das Canárias, Tamareira dos Rochedos, Princesa, Latania Vermelha da Ilha Madagascar, Carpentaria da Austrália, Elefante Branco, Rabo de Peixe Gigante, Pescoço Marrom e Palmeira Real de Porto Rico”.

 

O professor ainda destacou que o local conta com exemplares únicos, como o do Pândano do Himalaia, o primeiro dessa espécie plantado no Brasil. “As raízes dessa árvore emergem diretamente do caule, acima do solo, com função de sustentação da planta e também de mantê-la na posição vertical durante os períodos de ventos fortes e chuva em regiões tropicais”.

 

De acordo com João, uma das espécies que pode ser localizada no Parque é a Agave azul mexicana. “Suas fibras, também conhecidas como Sisal, após o beneficiamento, é destinada majoritariamente à indústria de cordoaria (cordas, cordéis, fios, tapetes etc.)”. Ele ainda deu destaque a Erythrinas de três espécies sendo uma nativa da Amazônia, peruana e da África, também conhecida como Mulungu. “Essas árvores atraem muitas espécies de beija-flor”.

 

Outras espécies vegetais foram apresentadas durante a trilha realizada na visita técnica, sendo elas: Pinheiro do Brejo (sul dos Estados Unidos), Tamareira do Senegal, Babaçus, Buriti das Veredas, Pau Marfim, Saco de Adão, Melaleuca, Jambo da Filipina, Dendezeiro Africano, Pimenta da Jamaica, Canela, Pita, entre muitas outras.

 

O gerente de Planejamento, Sustentabilidade e Educação Ambiental, Valter Luiz Iost Teodoro, avaliou que a visita foi muito produtiva para todos os envolvidos. “A visita e as explicações do Professor Dr. João Carlos Geraldo foram valiosas e, certamente, contribuíram muito para o conhecimento dos técnicos da Secretaria, docentes e discentes da UNIARA”, concluiu.

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