NOTÍCIAS

Voltar

Agricultura promove encontro produtivo sobre sustentabilidade

24 de abril de 2017


A Coordenadoria Executiva da Agricultura, da Secretaria Municipal do Trabalho e do Desenvolvimento Econômico, reuniu, nesta segunda-feira, dia 24, um time de profissionais ligados à sustentabilidade para um encontro bastante produtivo com os produtores rurais.

 

A coordenadora municipal da Agricultura, Silvani Silva, comandou a reunião, realizada no Museu Ferroviário Francisco Aureliano de Araújo, na região central da cidade. Aproximadamente 40 produtores participaram do evento, lotando o auditório do museu.

 

O projeto Minhocaria, de compostagem estática, abriu a programação. Everton Alex Santos e Lara Laranjo abordaram a questão do adubo de produção sustentável para elevar a produção, incorporando a matéria orgânica nos solo. O casal – formado por uma bióloga paulistana e um administrador araraquarense – encontrou na compostagem um meio de fazer um mundo melhor, incentivando hábitos saudáveis e ensinando a prática da reciclagem de restos de alimentos, a fim de diminuir a quantidade de lixo espalhado pela cidade.

 

A fisioterapeuta Jussara Sutani abordou a aquaponia – um sistema de cultivo que une a piscicultura (cultivo de peixes) e a hidroponia (cultivos de plantas com as raízes submersas na água), com bastante economia de água e tendo como resultado produtos orgânicos que beneficiam a saúde. Morango, alface, pepino, rúcula são alguns dos muitos produtos que podem ser cultivados por meio desta técnica, que permite a produção de alimentos saudáveis com uma estrutura mínima e econômica.

 

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) também estiveram em pauta, com um bate-papo com Tamires Arnosti, que lembrou a necessidade de se consumir plantas que foram esquecidas nos hábitos alimentares. Caruru, folha de amora, hortelã graúdo, alfavaca, beijinho, Cosme, picão, ora-pro-nóbis… Foi uma quantidade enorme de plantas apresentadas pela profissional, que sugeriu aos produtores incrementarem suas barracas com essas plantas e as apresentarem para o consumidor, assim como as suas propriedades. Tamires lembrou que a maioria das plantas apresentadas pode ser consumida refogada, na sopa ou farofa, ou ainda em sucos.

 

“Esta é uma tendência que pode diferenciar a feira, por exemplo. Precisamos prestar atenção no que o mercado está pedindo e também resgatar nossa cultura local, descobrindo tendências que o mercado aponta”, comentou Silvani.

 

Também, a estudante de Mestrado da UNESP-Araraquara, Camila Benjamin, apresentou sua pesquisa com enfoque na Feira Noturna (realizada pelos produtores rurais no Museu Ferroviário, às quintas-feiras, das 16h30 às 21 horas). A principal questão de seu projeto foi: “por que o produtor rural escolheu a Feira Noturna?”. As principais motivações dos produtores, segundo a pesquisa, foram: ter autonomia, maior renda, não estar em subemprego, continuar no ambiente rural, maior qualidade de vida. Camila traçou um perfil das informações colhidas por meio de entrevistas e apresentou parte do material aos presentes. Vale destacar que as entrevistas foram realizadas com: produtores rurais, artesãos, e profissionais da alimentação que participam da Feira Noturna.

 

Já as pesquisadoras Alexandra Filipak (Matão) e Sany Spínola Aleixo (São José do Rio Preto) apresentaram uma capacitação que será realizada em Araraquara, somente para mulheres, de agosto a dezembro deste ano com 20 vagas. As participantes terão uma bolsa de R$ 100,00 a fim de ajudar nas despesas nos dias do curso que irá abordar: agroecologia, gênero e gestão de negócios. A atividade envolve uma parceria com o Instituto Federal de Matão.

 

Os participantes elogiaram a posição de Silvani em incentivar a produção dos assentados. “(Você) tem um olhar de gestão de quem sabe aonde quer chegar. Parabéns por reunir essa equipe de produtores para esse encontro”, elogiou Sany.

 

“Este é um mercado competitivo e precisamos saber o caminho a seguir. Estamos formando este grupo para alavancar a produção dos assentamentos e também das feiras realizadas no Museu Ferroviário e na Praça Pedro de Toledo”, comentou Silvani. “Precisamos pensar a feira para ser diferente do mercado tradicional, pensar a partir da diferença e driblar o mercado com produtos diferenciados”. No final da reunião, foi aberto um debate para a circulação das ideias.

Voltar

Acesso Rápido

Siga-nos no Facebook

Links Úteis