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Ato no Paço Municipal marca o Dia do Orgulho LGBT

27 de junho de 2017


A Secretaria de Planejamento e Participação Popular, por meio da Assessoria de Políticas LGBTs, realiza nesta quarta-feira, dia 28, um grande ato em frente ao Paço Municipal para marcar o Dia Nacional de Orgulho LGBT.

O evento, que começa às 13 horas, contará com quatro tendas de orientação. A da Secretaria da Saúde irá abordar assuntos como terapia hormonal, o risco do silicone industrial e cirurgia de resignação de sexo. A Defensoria Pública também estará presente fornecendo apoio jurídico, instruindo sobre a solicitação de mudança de nome e falando sobre as Leis que protegem os indivíduos LGBTs. Já o programa DST/AIDS fornecerá material informativo e preservativos. Além da própria Assessoria de Políticas LGBT que realizará cadastramentos, registro de denúncias de LBBTfobia e outras ações.

Uma roda de conversa com o tema “A problemática da Festa Gay e Sapatão”, será promovida a partir das 17 horas pela Coletiva BE (Coletivo LGBT da Unesp) também em frente ao Paço Municipal. O ato vai contar ainda com uma exposição contando a história do dia 28 de junho e uma exposição de Poesias, contos e fotos de LGBTs.

Segundo a assessora de Políticas LGBT, Filipe Brunelli, a data é celebrada e lembrada mundialmente por conta de um episódio ocorrido em Nova Iorque, em 1969. Naquele dia, as pessoas que frequentavam o bar Stonewall Inn, até hoje um local frequentado por gays, lésbicas e trans, reagiram a uma série de batidas policiais. “O levante contra a perseguição da polícia às pessoas LGBT durou mais duas noites e, no ano seguinte, resultou na organização na 1° Parada do Orgulho LGBT, realizada no dia 1° de julho de 1970, para lembrar o episódio. Hoje, as Paradas do Orgulho LGBT acontecem em quase todos os países do mundo e em muitas cidades do Brasil ao longo do ano.”, concluiu a assessora.

 

Violência no Brasil

Em 2012, o Grupo Gay da Bahia relatou 338 homicídios de gays, travestis e lésbicas, o que corresponde a um assassinato a cada 26 horas, causados por ódio a homossexuais e pessoas trans. O trabalho incansável de ativistas desta organização, combinado com a crescente cobrança do movimento LGBT brasileiro, e em resposta à crescente pressão popular para que estes crimes fossem adequadamente apurados e investigados, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) instalou uma central para recebimento de denúncias de violações de direitos humanos da população LGBT.

Entre janeiro e dezembro de 2012, o serviço registrou 9.982 denúncias, conforme relatório publicado ontem (27). A SDH informou que estes dados comporão uma série histórica de informações sobre homofobia e transfobia no Brasil e serão usados para delinear melhores políticas e ações de enfrentamento à homofobia no país.

 

Violência em Araraquara

No período de 01 de janeiro de 2017 até o dia 09 de junho de 2017, a AEPLGBT (Assessoria Especial de Políticas LGBT) relatou 16 denúncias de LGBTfobia, sendo 4 por agressão.

Em função desses dados, a AEPLGBT (Assessoria Especial de Políticas LGBT) iniciou uma campanha contra a LGBTfobia (ARARAQUARA CONTRA A LGBTFOBIA) com a intenção que os LGBTs denunciem os ataques que sofrem devido à sua orientação sexual ou identidade de gênero.

As denúncias podem ser feitas através do Disque LGBTfobia (por meio de cartazes e de uma placa no Terminal de Integração) e dos serviços prestados pela Assessoria da Diversidade. O telefone é o (16) 99751-3567.

Para a assessora LGBT, Filipe, o caso Stonewall Inn continua inspirando a luta LGBT. “A AEPLGBT (Assessoria Especial de Políticas LGBT) se solidariza com a comunidade LGBT e com todas as pessoas que lutam pela construção de uma realidade em que a discriminação, o estigma e a violência baseados na orientação sexual e identidade de gênero não tenham mais espaço.”, finalizou a assessora.

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