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Casa da Cultura celebra Mês da Mulher nesta quarta com Artes Visuais e performances

13 de março de 2018


Nesta quarta-feira, a programação do Mês da Mulher destaca o “Ativismo nas Artes Visuais”, com as exposições: “Sangue Nosso”, de Gi Costa Mandaluz; “Vamos a La Playa”, de Christiane Tragante; e a exposição fotográfica “O eu e o MEU Corpo”, de Karol Cayres Maciera. A abertura do evento acontece às 19 horas, na Casa da Cultura Luís Antonio Martinez Corrêa.

 Além das exposições, o evento também reunirá as performances: “Dona Maria e seus limões”, com Raquel Franco; e “TransViva”, com Vita Pereira. A Casa da Cultura está localizada à Rua São Bento, 909, no centro da cidade. Toda a programação é gratuita.

Sangue – “Sangue Nosso”, da artista carioca Gi Costa Mandaluz, tem a proposta de resgatar a força ancestral da mulher, através de obras feitas com sangue menstrual. O trabalho artístico foi iniciado em 2017, utilizando o sangue coletado em seus ciclos menstruais e também tinta natural de urucum e óleo de coco.

 A ideia surgiu a partir de suas pesquisas e vivências sobre sagrado feminino, ancestralidade, cura e autoconhecimento, e a exposição tem a curadoria de Pérsia Ferreira Sgroy. A artista busca gerar reflexões sobre a importância de resgatar a força ancestral feminina ao entrar em contato com o sangue menstrual – “que contém o poder e a potência da vida, já que ele é um grande centro de geração de força para a alma feminina”, aponta a artista.

 As obras têm um caráter de protesto, a partir de suas vivências numa sociedade machista e patriarcal, que cala, mutila e enfraquece a mulher e sua essência. Vale destacar que Gi Costa Mandaluz tem formação acadêmica em Psicologia e é pós graduada em Dependência Química, tendo entrado em contato com as artes a partir do nascimento de sua filha, há 8 anos. Com os desafios da maternidade começou a preencher de cores sua vida e naturalmente essas experiências desembocaram na prática artística como pilar da vida.

 Ainda, também com a maternidade, Gi se viu imersa nos conhecimentos ancestrais ligados ao ser mulher e aos desafios do mundo contemporâneo. Proprietária e idealizadora do Clã da Lua Cheia, trabalha questões de fortalecimento e sagrado feminino e conduziu os trabalhos da “Benção do Útero” em Araraquara por quatro anos consecutivos.

 Desenvolve pesquisa sobre fortalecimento das mulheres através de redes de apoio. Criou o grupo de apoio às mulheres chamado “Sagrado Feminino – a força que cura pelas redes sociais”. Formada Doula pré, parto e pós-parto, atuou durante três anos no apoio ao parto e hoje dá apoio às gestantes e casais que a procuram no pré e pós-parto.

 Gi também pesquisa os saberes naturais femininos, os poderes ancestrais das mulheres, trabalha com a cura dessas relações e se interessa pela produção de novos conhecimentos a partir da conexão com as medicinas da floresta, do sangue menstrual e dos rituais de purificação com ervas. Ainda, desenvolve vivências, oficinas, workshops e intervenções artísticas a partir do desenho de mandalas, geometrias sagradas e desenho coletivo.

Playa – Já a exposição “Vamos a la Playa” é um convite para o visitante se despir das convenções culturais e mergulhar na visão de um universo feminino livre, à vontade no simples ato de existir.

 Chris Tragante representa, em suas aquarelas, mulheres que vivenciam a plenitude do corpo, em gestos e expressões que se delineiam de maneira espontânea em comunhão com o espaço que ocupam e compartilham. Corpo, mente e ambiente fundem-se, assim, recriando uma existência nostálgica, completa em si mesma, que permite experimentar o instante de um universo possível a partir do olhar delicado de uma artista capaz de exprimir os desejos primevos de muitas mulheres.

 Christiane Tragante é artista e professora de arte no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFSP em Matão. Formou-se em Artes Plástica há, fez mestrado em Antropologia e hoje é estudante de doutorado em Educação. Estuda arte e infância e acha que existe em todo mundo uns átomos de infantilidade e de feminilidade.

Corpo – A fotógrafa Karol Cayres Maciera apresenta a exposição “O eu e o MEU Corpo”, onde retrata amores, flores, cores e sabores. “Venho mostrando a realidade nua e crua, sem esteriótipos. Venho relembrando as pessoas de como cada marca, curva, as constroem, venho retratando o seu auto conhecimento, a sua conversa eterna com o seu EU, que sofre mudanças constantes!”, explica.

 “Eu não trabalho com o padrão imposto pela maioria, nem por propagandas falsas. Eu trabalho com sentimento, eu faço uma busca pelo seu ‘EU’. Não só eternizo momento, e sim início um ciclo lindo de amor pelo seu ‘EU’!”, reforça.

Performances – Duas performances também integram o programa, com Raquel Franco em “Dona Maria e seus limões”; e Vita Pereira em “TransViva”.

 Com direção da própria performer Vita Pereira, “TransViva” é um manifesto no qual, através de intervenções no espaço urbano, a artista coloca seu corpo como forma de denúncia às violências do Estado e da sociedade racista, patriarcal e transfóbica. “Enquanto recebo pedradas, escrevo em diversas partes do meu corpo #transviva. As pedras representam as diversas opressões que me atravessam. Os olhares, as risadas, as cuspidas e as pedradas que já levei na vida”, aponta a estudante de Pedagogia da FCLAr-Unesp.

 Em “Dona Maria e seus limões”, Raquel Franco traz à cena a violência doméstica e diária que a mulher está suscetível. A mulher pobre e sem instrução conduz o mote da performance.

SERVIÇO:

Mês da Mulher apresenta: abertura da exposição “Ativismo nas Artes Visuais”

Local: Casa da Cultura Luís Antonio Martinez Corrêa (Rua São Bento, 909 – Centro)

Data: quarta-feira (14 de março)

Horário: 19 horas

Programação

Exposições:

– “Sangue Nosso”, de Gi Costa Mandaluz (telas)

– “Vamos a La Playa”, de Christiane Tragante (aquarelas)

– “O eu e o MEU Corpo”, de Karol Cayres Maciera (fotos)

Performances:

– “Dona Maria e seus limões”, com Raquel Franco

– “TransViva”, com Vita Pereira

Grátis

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