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Conferência debate discriminação e racismo na cidade

27 de outubro de 2017


O coordenador de Políticas Públicas de Promoção de Igualdade Racial (ligada à Secretaria Municipal de Planejamento e Participação Popular), Luiz Fernando Andrade, destacou na quinta-feira (26), no ‘Canal Direto com a Prefeitura’, a importância da ampliação dos debates sobre a implementação de políticas públicas para a comunidade negra em Araraquara.

 

Luiz Fernando destacou também a realização da 1ª Conferência Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo, nesta sexta, dia 27, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade, com sequência neste sábado (28), no Teatro Wallace Valentim Rodrigues.

A Conferência é importante porque amplia o debate e o desafio pela superação das barreiras contra o racismo, que é uma questão estrutural e cultural no Brasil, de acordo com Luiz.

No governo do prefeito Edinho existe a possibilidade de aprofundamento desse debate pela construção do Plano Municipal de Combate ao Racismo e a Discriminação, ainda segundo o coordenador.

“É preciso entender que o tema envolve toda a sociedade, não apenas a comunidade negra”, enfatizou.

Vale ressaltar que na manhã deste sábado, no Teatro Wallace, os grupos temáticos de trabalho vão debater políticas de saúde e educação, além das religiões de matriz africana e afro brasileira.

 

Outras conquistas

Ainda segundo o coordenador de Políticas Públicas de Promoção de Igualdade Racial, o combate à discriminação e ao racismo deve ir além da questão individual. É preciso incluir todas as políticas públicas sociais, que inclui transporte público, segurança e moradia, entre outras, apesar da crise econômica nacional que dificulta as ações do município.

Embora seja a 1ª Conferência oficial na cidade, Andrade reiterou que a questão envolvendo a comunidade negra não é nova em Araraquara. Tanto que já foram registrados marcos importantes a partir da realização de fóruns que possibilitaram conquistas como o Centro de Referência Afro e o Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo.

Luiz Fernando exemplificou que a cidade possui uma longa tradição de ações da comunidade negra, incluindo as famílias tradicionais, como o Baile do Carmo, realizado há mais de 100 anos. E citou Adalberto Camargo, ativista dos anos de 1980, que atuou na construção de políticas públicas, via Estado, além de outras lideranças emergentes.

Ele ainda destacou o Festival Comunitário Negro Zumbi, realizado há cerca de 40 anos em Araraquara, através do Gana, núcleo liderado por um grupo de divulgação da arte negra de Araraquara.

“O trabalho importante dessas lideranças projetou a cidade no cenário nacional do movimento negro, num momento de abertura política do País”, resumiu Luiz Fernando Andrade.

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