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‘É uma experiência enriquecedora’, diz reeducanda formada em curso de Panificação

15 de setembro de 2017


O curso de Panificação do Centro de Ressocialização (CR) Feminino formou sua terceira turma nesta quarta-feira (13). Ao todo, cerca de 60 reeducandas já concluíram o curso de qualificação profissional, que tem objetivo de facilitar a reinserção do mercado de trabalho após o cumprimento da pena.

A atividade é uma parceria entre a Prefeitura, por meio da Coordenadoria de Segurança Alimentar (vinculada à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social), a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) e a Funap (Fundação “Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel”).

A reeducanda Sandra Regina Sclauzer de Andrade, de 55 anos, agradece à Prefeitura pela parceria. “O curso proporciona um crescimento profissional para a gente assim que sairmos daqui. Amei fazer pães, doces, tortas. Mas o que mais gostei foi a experiência de conhecer uma reeducanda que abriu uma confeitaria aqui em Araraquara”, diz a interna do CR, que é professora.

“É uma experiência enriquecedora. E uma inspiração para todas que estão aqui. Decidi que vou ter uma confeitaria”, revela.

Andreia Cristina da Silva, de 42 anos, é técnica contábil, mas agora pensa em conciliar a carreira com a panificação. “A oportunidade surge para o mercado de trabalho. É um conhecimento a mais para desenvolver uma carreira no futuro, o que pode ajudar na questão financeira”, afirma.

Ela também revela que a atividade colabora na socialização com as colegas. “As aulas também ajudam a desenvolver o trabalho em equipe. Cada um faz a sua parte, mas dentro de um trabalho só. Aprendemos a conviver melhor, a discutir ideias”, completa.

 

Engajadas

A professora do curso, Maria Inês Picolomini Delphino, que é técnica em Nutrição da Prefeitura, afirma que é surpreendente o engajamento das reeducandas nos cursos.

Durante as aulas, as internas aprenderam a produzir crepioca (combinação de crepe e tapioca), pão doce, quiche (tipo de torta), wrap e biscoitos. Parte dos alimentos utilizados na cozinha é fornecida pela Coordenadoria de Segurança Alimentar.

“Elas são superinteressadas e criativas. É um caminho para elas terem uma renda rápida quando saírem daqui, e elas estão bem conscientes disso”, explica a professora.

A diretora do CR Feminino, Jucélia Gonçalves da Silva, destaca que todas as reeducandas do regime fechado se qualificaram. O curso será estendido para o semiaberto e, até o final do ano, também serão oferecidas aulas de Auxiliar de Cozinha.

“A parceria com a Prefeitura tem se fortalecido. Foram três turmas com resultados excelentes. O curso é uma maneira de elas terem uma renda imediata quando saírem, sem depender de carteira assinada. As reeducandas também têm lições de empreendedorismo, de como ir até o consumidor”, diz a diretora.

Segundo Jucélia, a própria autoestima das internas melhora. “É um excelente aproveitamento. Elas conseguem perceber que são capazes de enfrentar as adversidades”, finaliza.

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