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Exposição homenageia o maior símbolo da Ferroviária, diz Edinho

1 de novembro de 2017


Com muita emoção e recordações da história da Ferroviária, a exposição “Dez anos do adeus ao ídolo”, que relembra a carreira do ex-jogador e ex-treinador Olivério Bazani Filho, foi aberta no final de semana. O evento, no Museu do Futebol e Esportes, contou com presença do prefeito Edinho.

A organização da mostra é das secretarias de Cultura, Esportes e Lazer, Comunicação e do próprio museu. Com muitas fotos históricas e vídeos do homenageado, a exposição ficará aberta à população de forma permanente até abril de 2018, quando a Ferroviária completa seu aniversário de 68 anos.

O museu fica na Arena da Fonte Luminosa e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30, e aos sábados, das 9h30 às 12h. Visitas de grupos e de estudantes podem ser agendadas pelo telefone (16) 3322-2207.

Bazani morreu em 13 de outubro de 2007, aos 72 anos de idade, e marcou história em Araraquara. O atleta atuou pela Ferroviária em 758 partidas, marcou 244 gols, conquistou 394 vitórias e os principais títulos da história do clube. Números que jamais foram alcançados. (veja biografia abaixo)

Maior símbolo

Para Edinho, Bazani tinha um amor muito grande pela Ferroviária e por Araraquara. “Convivi muito com ele nas categorias de base. Bazani era um educador. Corrigia até a posição do corpo ao chutar a bola. Antes dos treinos, ele dava palestra e ensinava aos garotos como a vida era, insistindo que deveriam estudar”, recordou.

Edinho ainda explicou que, ao ver Bazani já com a saúde frágil, em 2007, teve a ideia de criar o busto em sua homenagem em frente à Fonte Luminosa. “A cidade estava reconhecendo tudo o que ele foi. A Ferroviária é uma camisa, o maior símbolo cultural de Araraquara. E o Bazani ajudou a construir esse símbolo. Foi o maior construtor, dentro e fora de campo”, disse o prefeito.

Filha de Bazani, Ana Carolina agradeceu a todos pela exposição, mas não conseguiu concluir a fala devido à forte emoção. Aparecida, viúva do ídolo, disse estar feliz pela realização da homenagem, em depoimento à Secretaria de Comunicação da Prefeitura.

“Eu fico feliz por essa homenagem. Ele foi uma pessoa que sempre dedicou a vida à Ferroviária e a Araraquara. Aqui era a casa dele. Ele vivia para a Ferroviária. Era a paixão dele”, relatou Aparecida Castro Bazani.

Representando a Câmara, Edio Lopes (PT) recordou sua ligação com a Ferroviária e a importância de Bazani. “É um momento feliz e de emoção. Quem vir à exposição conhecerá a história do Bazani e o homem que ele foi. Bazani levou o nome da Ferroviária e o nome da nossa cidade para o mundo.”

A secretária de Cultura, Teresa Telarolli, disse que Bazani, além de esportista, foi “um cidadão exemplar”. “Temos a oportunidade de homenagear, com justiça, esse grande cidadão”, declarou.

Idealizador da exposição, o repórter-fotográfico Tetê Viviani lembrou que Bazani é “o maior símbolo da Ferroviária” e, se isso não bastasse, também tinha forte atuação social. “Só de ver o sorriso da Aparecida e da Ana Carolina quando elas chegaram, já valeu todo esse empenho. Agradeço a todos pela presença”, afirmou Tetê.

O presidente da Ferroviária, Carlos Salmazo, lembrou que o estádio ficava completamente lotado para acompanhar os feitos de Bazani e de seus colegas de equipe. “Bazani está em um bom lugar e a Ferroviária agradece eternamente a ele”, disse. O ex-atleta Osmar Alberto Volpe, o Pio, destacou que Bazani “eternamente ficará no meu coração”.

Outro convidado a dar seu depoimento foi o radialista Wilson Silveira Luiz, que narrou inúmeros jogos de Bazani e chegou a ser seu companheiro de emissora, quando o ídolo grená atuou como comentarista de rádio. “Foi um grande homem. Era um amigo para todas as horas. Eficientíssimo como atleta, homem, chefe de família”, descreveu.

Também estiveram na abertura da exposição o vice-prefeito e secretário do Trabalho e do Desenvolvimento Econômico, Damiano Neto, os secretários Everson Inforsato (Esportes e Lazer), Donizete Simioni (Gestão e Finanças) e Priscila Luiz (Comunicação), além de ex-atletas, integrantes da imprensa e amantes do esporte.

 Biografia

Bazani foi campeão com a Ferroviária nos acessos de 1955 e 1966, no Tricampeonato do Interior (1967, 1968 e 1969) e na Taça dos Invictos (1970). Mesmo depois de encerrar a brilhante carreira dentro dos gramados, ele ainda ajudou a Locomotiva no comando técnico, levando-a à semifinal do Paulista de 1985.

O busto de Bazani no principal acesso dos torcedores à Arena da Fonte Luminosa — local em que ele trabalhou no período de 1954 a 1963 e, após retornar do Corinthians, de 1966 a 2007 — retrata o único homenageado com estátua em 67 anos de fundação da Associação Ferroviária de Esportes.

Nascido em Mirassol, no dia 3 de junho de 1935, Bazani tornou-se Cidadão Araraquarense em 1998, por iniciativa do esportista Paschoal Gonçalves da Rocha e do então vereador Mário Hokama.

Formado em Odontologia pela Unesp de Araraquara, o ícone grená manteve consultório na Rua 9 de Julho, entre as avenidas Dom Pedro II e Brasil, e, depois, na Galeria Cury.

Bazani ainda colaborou como cirurgião-dentista no Hospital Cairbar Schutel prestando serviços antes dos treinos da Ferroviária. Também foi voluntário no Centro Espírita Obreiros do Bem e na Creche Meimei.

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