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Famílias são homenageadas no Dia da Consciência Negra e dos Orixás

22 de novembro de 2017


No feriado do Dia Municipal da Consciência Negra e dos Orixás, na segunda-feira (20), 15 famílias e personalidades importantes do movimento negro de Araraquara foram homenageadas pela Prefeitura. O evento antecedeu a 11ª Marcha da Consciência Negra, realizada no período da tarde.

 

Os premiados foram escolhidos pelo Comcedir (Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo). Essas famílias fazem parte dos 200 anos de Araraquara e, em grande parte delas, seus ancestrais foram escravizados.

 Foram homenageadas as famílias Alexandre, Amaral, Andrade, Antonio, Barros, Benedito (em memória de Francisco Benedito), Bonifácio, Bueno da Silva, da Costa, Luis Antonio, Salvador, Santana e Theodoro, além do radialista Caius Julius César Domingos e do ex-vereador Carlos Alberto Nascimento, criador do projeto que oficializou o dia 20 de novembro como feriado, em 2007.

 A cerimônia ainda homenageou a família de Olga Benedito Calixto. Ela nasceu em Araraquara em 1940 e teve dois filhos, cinco netos e uma bisneta. Olga começou na Umbanda em 1971, abriu seu próprio terreiro (Índio Pedra Preta) em outubro daquele ano e morreu no último dia 14 de novembro.

 Leonilda e Clemente Amaral, que completaram 60 anos de casamento, também receberam presentes em celebração ao aniversário do casal.

 “Ao longo da história de Araraquara, foram famílias importantes para a construção da nossa cidade e da igualdade racial”, afirmou o prefeito Edinho. “Queremos construir uma sociedade sem nenhuma forma de discriminação e preconceito. Que mulheres e homens caminhem juntos, unidos, independentemente da sua origem racial”, reforçou.

 O coordenador de Políticas Públicas de Igualdade Racial, Luiz Fernando Costa de Andrade, reafirmou que “figuras notáveis saíram dessas famílias e ajudaram a construir esta cidade”.

 Para a vereadora Thainara Faria (PT), não é possível que os negros ainda sejam minoria em cargos de chefia e na própria política. “A gente não pode fracionar a luta. Enquanto formos a maioria dos encarcerados, dos desempregados, a gente não pode fracionar a luta”, declarou.

 A deputada estadual Márcia Lia (PT) lembrou que o dia 20 de novembro tem significado muito grande, mas “a luta e a resistência têm que ser constantes todos os dias”. O mesmo ponto de vista também foi compartilhado pela secretária de Planejamento e Participação Popular, Juliana Agatte, pela coordenadora de Direitos Humanos, Maria Fernanda Luiz, e pela presidente do Conselho Municipal de Combate ao Racismo, Rita de Cássia Ferreira.

 Durante a tarde, Edinho, Thainara e outras lideranças da comunidade negra participaram da concentração da 11ª Marcha da Consciência Negra, que saiu do Palacete das Rosas em direção ao Sesc Araraquara.

Confira o vídeo com a 11ª Marcha da Consciência Negra: https://www.facebook.com/prefeituraararaquara/videos/1898829630433100/

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