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Festa na Estação’ reúne amigos e celebra o Dia Municipal do Ferroviário

8 de maio de 2017


A ferrovia está no sangue da família de Wilton Rodrigues Paiva, de 80 anos. Tudo começou com seus avôs, Francisco e Manoel, e seu pai, Moisés. Paiva deu sequência ao legado e trabalhou como ferroviário entre 1955 e 1989. Agora, já aposentado, sobram memórias para contar.

“Minha família é ferroviária e sempre procurei ajudar e defender os ferroviários”, conta. Ele, que trabalhou como ajudante, maquinista e inspetor de condução, participou da “Festa na Estação”, no último sábado (6), no Museu Ferroviário “Francisco Aureliano de Araújo”, na antiga Estação Ferroviária.

O evento, organizado pela Prefeitura e pela Câmara Municipal, marcou a comemoração ao Dia Municipal do Ferroviário, instituído em 2003 por meio de projeto de lei apresentado pelo vereador Elias Chediek (PMDB).

Paiva pôde rever muitos amigos conquistados por causa da ferrovia e elogiou a organização do encontro. “Foi a melhor coisa que fizeram. Está na hora de a gente se reunir todos os anos”, disse.

Aliás, nas rodas de conversa, não faltaram recordações dos tempos da EFA (Estrada de Ferro Araraquara), da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e da Fepasa (Ferrovia Paulista S.A.).

José Benedito de Almeida, de 62 anos, também trilhou os caminhos da ferrovia por causa do pai, Faustino. “Achei excelente o evento. A gente revê o pessoal das antigas. A ferrovia fez a vida da gente. O que a gente tem hoje foi conquistado por causa da ferrovia”, declarou.

Presidente da Associação de Preservação Ferroviária Rio-Pretense, Clóvis Trovão, 50 anos, veio de São José do Rio Preto a Araraquara para participar da festa. Ele afirma que tem muito contato com os ferroviários araraquarenses e costuma organizar encontros com os amigos de profissão. “Achei o evento muito bonito. Isso deve ser feito todo ano, repetido. Podemos rever os amigos e resgatar as memórias”, opina.

 

Fortalecimento

A “Festa na Estação” contou com ferromodelismo, exposições de artesanato, barracas de alimentação, música ao vivo e a presença do mascote da Ferroviária, o “Ferrão Maquinista”.

Representando o prefeito Edinho, o vice-prefeito, Damiano Neto, agradeceu a todos pela presença e ressaltou que a festa “é um começo”, mas a valorização da memória dos ferroviários não pode acabar.

Autor da lei que criou a data, Elias Chediek lembrou a importância da ferrovia até os dias de hoje. “Um trem de carga tira das rodovias 200, 250 caminhões, sem contar o custo reduzido”, disse. “Temos que não só viver de lembranças, mas batalhar pelo fortalecimento da ferrovia.”

A secretária de Cultura, Teresa Telarolli, ressaltou o compromisso de ser fomentada uma programação de eventos frequente no Museu Ferroviário. “Praticamente todos nós temos alguém próximo que tem vínculo com a ferrovia. Precisamos fomentar, alimentar as questões ligadas ao patrimônio ferroviário”, concluiu.

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