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Maio: um mês de atividades para enfrentar o racismo

3 de maio de 2017


A fim de repensar, discutir e propor diferentes disposições para o enfrentamento ao racismo, a Prefeitura de Araraquara – por meio da Coordenadoria Executiva de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (CEPPIR) e do Centro de Referência Afro Mestre Jorge – realiza uma extensa programação durante o mês de maio.

A ideia é que seja ressignificado o dia 13 de maio – oficialmente celebrado por ser a data que foi assinada a Lei Áurea, em 1888, e que extinguiu o regime de escravização do negro no Brasil. Assim, reconhecendo os esforços do Movimento Negro, a Coordenadoria de Promoção e Igualdade Racial entende e adota essa data como o “Dia Nacional da Denúncia Contra o Racismo”.

Com conferências, palestras, debates, contação de história para crianças e atividades culturais, a programação gratuita convida os interessados a refletir sobre o que significou o Brasil ser o último país nas Américas a extinguir oficialmente a escravidão do negro. O propósito é refletir o que, de fato, significou este episódio na história do país.

“Para além das injustiças ligadas ao sistema escravista, o racismo pode ser entendido como um elemento que estrutura as relações sociais em todos os níveis, ao longo de séculos. Sendo assim, entendemos que não somos todos e todas, realmente livres. E, por isso, torna-se imprescindível a promoção de ações políticas que repensem, discutam e proponham o enfrentamento do racismo, não apenas em razão e na oportunidade do mês de maio, mas permanentemente, em todas as esferas da vida social”, defende Luiz Fernando Costa de Andrade, coordenador da CEPPIR.

 

Abertura – A programação se iniciou nesta quarta-feira (03) teve início com a conferência “A política racial no município de Araraquara”, com o Prof. Dr. Dagoberto José Fonseca (UNESP-FCLAr), à noite, no plenário da Câmara Municipal.

Nesta primeira semana, na quinta (04) acontece a mesa-redonda “Democracia, Justiça e Representação: o papel e a responsabilidade cultural-política da municipalidade araraquarense”, no Plenário da Câmara Municipal, a partir das 9 horas. Além do coordenador da CEPPIR abordando o tema “Desafios para a construção de um projeto nacional: interpretações sobre o ideal de 2ª abolição”, a mesa conta com a participação de Sérgio Luiz Souza, da UNIR (Fundação Universidade Federal de Rondônia) com o tema “Direitos, Patrimônio Histórico-Cultural e Sociedade: sobre a superação da invisibilidade social e outras violações contra os povos no Brasil”.

 

Segunda semana – De 08 a 13 de maio acontecem as atividades da segunda semana do mês de maio. No dia 08 de maio o projeto Roda de vivências com mulheres negras terá continuidade. Neste dia, será exibido o vídeo “Precisamos romper com os silêncios”, com Djamila Ribeiro”, sendo a roda mediada pelas psicólogas Beatriz Silva e Maria de Fátima Araújo Gardinassi. A atividade acontecerá no Centro de referência Afro Mestre Jorge das 19h30 às 21 horas.

No dia 10 tem o pocket show com Willian Chacal junto de sua banda, M.U.B., no “Diálogos Musicais”, às 19h30, no CEU das Artes. No dia 11 tem “Diálogos sobre o racismo e violência”, no Centro de Referência Afro, às 19 horas. Um bate-papo com a Profª Drª Claudete Souza (UNESP-FCLAr) e o bingo organizado pela “Velha Guarda” serão no dia 12, no Centro Afro.

A segunda semana se encerra no dia 13, com a participação nas atividades pela manhã e à tarde do Curso de Formação docente: Educação Para as Relações étnicorraciais e os Museus como Espaços Formativos, a partir das 8h, no Campus FCL-Unesp.

 

Terceira semana – A terceira semana – de 16 a 20 de maio – terá início com a oficina “Corporeidade e Negritude – proposta de formação com professores”, com a educadora física e pós-graduanda em performance (dança,teatro e circo) Giovanna Cândido e a doutoranda em educação Maria Fernanda Luiz.

A mesa-redonda “Reflexões sobre a abolição da escravatura e a Reeducação das Relações Étnico-Raciais” será realizada no dia 17, às 19h30, na Uniara, com a participação de: Denise Gonçalves da Cruz (Mestranda em educação pelo Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, integrante da coletiva de mulheres negras Café das Pretas e do coletivo Frente Negra UFSCar – São Carlos), Jair Fortunato Borges Junior (Mestre em Educação pelo PPGE do Centro Universitário Moura Lacerda e professor da rede pública estadual) e Maria Fernanda Luiz (gestora do Centro de Referência Afro Mestre Jorge e doutoranda da UFSCar).

“Apropriação Cultural” é o tema do debate do dia 18, às 16h, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas, no Campus da UNESP Araraquara, com o coordenador da CEPPIR e a gestora do centro Afro (Luiz Fernando e Maria Fernanda).

No dia 20 acontece a Plenária do Orçamento Participativo, com a temática Igualdade Racial, às 10h, no Teatro Wallace Leal, na região central da cidade. “A presença da população negra araraquarense nessa plenária é de grande importância para juntos pensarmos políticas voltadas à nossa população” destaca Maria Fernanda Luiz, gestora do Centro de Referência Afro- “Mestre Jorge”.

 

Quarta semana – A programação de 22 a 27 de maio tem início com a atividade “Ritmo”, intervenção realizada por Giovanna Candido na EMEF e PEC Rubens Cruz, no Selmi Dei.

Na tarde do dia 23, o professor Alexandre Santos junto ao Centro de Referência Afro – “Mestre Jorge” realiza rodas de conversa, com o tema “Juventude e situações de conflito com a Lei”, no CREAS Girassol.

No dia 25 de maio, Dia da África, acontecerá no Centro de Referência Afro – “Mestre Jorge”, uma roda de conversa mediada por estudantes africanos, com a intenção de trazer um olhar sobre a África contemporânea.

Nos dias 26 e 27 o foco volta-se às questões relacionadas à saúde da população negra. Mais informações acerca dessas atividades serão divulgadas ao longo do mês de maio.

 

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