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Nota à imprensa – Pela igualdade de direitos e pela vida das mulheres

10 de abril de 2018


A Prefeitura Municipal de Araraquara, através da Coordenadoria Executiva de Políticas Públicas para Mulheres, manifesta profundo pesar pela morte de Camila Diógenes Lourenço, assassinada pelo ex-namorado, na tarde de ontem, dia 09 de abril.

A morte brutal de Camila é tipificada como Feminicídio (Lei nº 13.104/2015), considerado crime hediondo, justamente pela motivação de ódio contra a mulher, revelada pelo relacionamento afetivo entre assassino e vítima e pelos requintes de crueldade presentes no crime.

A morte de Camila não é um fato isolado, nem repentino, mas, sim, o resultado de um processo contínuo de opressão e violação de direitos da mulher. Junto com Camila, se vai uma parte de sua família e de cada mulher araraquarense que, em profundo luto e medo, sente-se ameaçada pela cultura do machismo e da impunidade.

Manifestamos nosso profundo repúdio aos comportamentos violentos que massacram diariamente nossas mulheres. Só em Araraquara, no ano de 2017, foram feitos mais de dois mil boletins de ocorrência de violência doméstica e cerca de cinquenta e dois Boletins de Ocorrência de violência sexual. Os números municipais são um reflexo das estatísticas nacionais e mostram o quanto a pauta da violência contra mulher precisa estar sempre em destaque, visando mudança de cultura e de comportamento, em busca da redução da desigualdade que coloca mulheres em situação de extrema vulnerabilidade.

O Centro de Referência da Mulher, órgão municipal de acolhimento e atendimento de mulheres vítimas de violência, iniciará atendimento específico para as mulheres da família de Camila e para as demais mulheres que presenciaram o fato, lembrando que o órgão fornece atendimento psicológico e acompanhamento às mulheres que estejam sofrendo qualquer tipo de vulnerabilidade. O CRM funciona entre 7h e 17h30, de segunda à sexta, contando ainda com um telefone de plantão 24h – (16) 99709 9633.

A Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres ressalta que ato de tamanha crueldade não pode ser banalizado e nem considerado natural. Precisamos nos alarmar enquanto sociedade e afirmar um pacto pelo fim da violência contra a mulher. A luta contra o desequilíbrio social entre homens e mulheres continua, só assim teremos uma sociedade mais igualitária e sem violência. Por nenhum direito a menos, e em solidariedade aos familiares de Camila, prestamos nossas mais sinceras condolências.

Araraquara, 10 de abril de 2018

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