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Pesquisador de Dança ministra oficina para Núcleo da EMD

27 de julho de 2017


O Núcleo de Dança da Escola Municipal de Dança Iracema Nogueira recebe, nesta sexta e sábado (dias 28 e 29), o bailarino Muryell Dantie para a apresentação daOficina de Corporeidade, na própria escola. A atividade dá início aos trabalhos do Núcleo neste semestre.

A oficina é baseada no trabalho artístico-científico de pesquisa em Dança que Muryell vem desenvolvendo na Universidade Federal do Rio de Janeiro, com fins de impulsionar novas criações e apropriação do movimento dançado. Na Oficina de Corporeidade, a memória corporal é fator influente na criação do movimento dançado.

O bailarino, natural de Araraquara, hoje estuda e mora no Rio de Janeiro onde é artista pesquisador em Dança e do Corpo Cênico, bacharelando em Dança pela UFRJ. Nesta universidade ele integra projetos de pesquisa artístico-científico e de extensão.

Muryell Dantie tem formação em Ballet Clássico, Dança Contemporânea, Sapateado Americano e Teatro e já atuou como intérprete em várias obras do repertório clássico, neoclássico e criações contemporâneas. Além de atuar como professor de Ballet para o corpo contemporâneo (linha de pesquisa própria), Muryell também trabalha em projetos sociais com consciência corporal e corporeidade, é preparador corporal de atores, entre outros.

Vale destacar que o Núcleo de Dança da EMD é formado por alunos que já se formaram na escola e também por alunos formandos (6º ano). De acordo com o professor Carlos Fonseca, coordenador do Núcleo, o objetivo é que os alunos não percam o vínculo com a dança e a escola, e que possam almejar uma profissionalização. “No Núcleo o nível técnico é mais exigente, as aulas são mais avançadas e a rotina compreende aulas todos os sábados, além de ensaios esporádicos. A ideia é que os bailarinos participantes tenham um rumo à profissionalização”, explica.

Oficina – A oficina propõe um ambiente criativo onde, através da sensibilização e da ativação do sistema sensorial somático, traz a exploração do corpo e suas possibilidades. A ideia é despertar a capacidade articular, criando espaço e fluxo para um movimento dançante, através de estímulos das partes do corpo para a liderança dos movimentos. 

Mover-se é algo natural do corpo humano, e isso faz com que tenhamos uma identidade através da nossa movimentação, que de certa forma é influenciada por nossas vivências, estabelecendo uma memória corporal única de cada individuo, onde é possível identificar diversas questões em suas variações cinéticas e psicomotoras determinantes em seu estado presente”, aponta o bailarino.

De acordo com o pesquisador, a sensibilização corporal é um meio de ativação da consciência para o corpo, ampliando a propriocepção através de estímulos sensoriais e somáticos. “Assim desenvolve-se  uma progressão segmentar para um despertar do corpo, ativando a memória corporal para fim de criar-se o movimento dançante”, explica.

“O movimento corporal é como uma impressão digital, único de cada indivíduo, mesmo que este tenha seu maior grau de semelhança, não se pode definir como igual, porque cada um foi gestado de forma única, e isso efluência nas diversas maneiras de se mover”, finaliza.

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