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Prefeito nomeia comissão de políticas públicas a deficientes auditivos

19 de dezembro de 2017


Em solenidade na Prefeitura, nesta segunda-feira (18), o prefeito Edinho assinou a portaria que nomeia os integrantes da comissão responsável por elaborar políticas públicas específicas às pessoas com deficiência auditiva.

 A comissão é formada por 11 integrantes do governo e da sociedade civil e terá 60 dias para apresentar o relatório final com as sugestões. O Comdef (Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência) prestará o apoio necessário para a execução dos trabalhos.

 “Parabenizo a vereadora Thainara Faria pela sensibilidade de trabalhar neste tema, desde o início do ano, junto às mães de crianças e adolescentes que têm dificuldades na escola devido à deficiência. O trabalho dessa comissão será importantíssimo para que possamos ter uma Araraquara cada vez mais inclusiva e que respeite as diferenças”, ressalta o prefeito Edinho.

 Segundo Thainara Faria (PT), que trouxe a demanda até a Prefeitura, as conversas iniciais com as mães eram sobre problemas relacionados à Educação, mas a proposta se expandiu. “Achamos que isso transcende e chega a outras secretarias. A Prefeitura foi muito rápida na resposta e já nomeou a comissão”, diz a vereadora.

 A assessora de Políticas Públicas para a Pessoa com Deficiência, Elisa Santos, lembrou que a comissão vai ao encontro da luta travada pelas mães há muito tempo. “São guerreiras que buscam melhorias aos seus filhos e à população com deficiência auditiva, em geral. Isso significa mais inclusão, dignidade e respeito”, declarou.

Mudança

 Josélia de Andrade Araújo é mãe de Rafael, de 18 anos, que tem deficiência auditiva, e elogia a iniciativa da vereadora Thainara e do prefeito Edinho. “Meu filho não sabe ler e escrever corretamente porque não teve aprendizado de Libras [Língua Brasileira de Sinais]. E não falo só por ele, falo pensando nos outros que estão vindo. O que eu sofri, não quero que os outros passem. Agora estou com fé de que a gente vai conseguir”, projeta.

 Já Silmara Aparecida Henrique cita exemplos de outras cidades que já oferecem escola bilíngue (Português e Libras) desde o ensino infantil. “A inclusão começa desde pequenos. As escolas deveriam ter Libras, pois esses alunos se sentem integrados”, diz a mãe de Alice, de 16 anos.

 Além de Edinho, Thainara e as mães dos jovens, também estiveram na solenidade Cássia Canato (representando a Secretaria da Educação), Maria Fernanda Luiz (Planejamento e Participação Popular), Luiz Garlippe (Saúde), Maria Cecília Sambrano Vieira (Assistência e Desenvolvimento Social) e Reynaldo Sorbille (Trabalho e Desenvolvimento Econômico), que integram a comissão, além da secretária de Planejamento e Participação Popular, Juliana Agatte.

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