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Prefeito pede diálogo e respeito às diferenças em Encontro de Combate à Intolerância Religiosa

21 de janeiro de 2017


“As formas de se manifestar a religiosidade são diferentes, mas Deus é um só”, afirmou o prefeito Edinho Silva no 1º Encontro de Combate à Intolerância Religiosa, no Centro de Referência Afro “Mestre Jorge”, na manhã deste sábado (21). O evento, que teve como tema “A intolerância separa, o respeito une”, foi organizado pela Coordenadoria Executiva de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir), da Secretaria de Planejamento e Participação Popular.

“Não é por que alguém acredita em uma religião que não possa conviver com outra religião. A intolerância leva à agressão, à violência. É uma reflexão muito importante que a cidade de Araraquara está fazendo neste Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa”, declarou Edinho. “A gente tem que aprender a conviver com quem pensa diferente de nós. Só assim vamos efetivamente construir uma sociedade justa e igualitária. Esse é meu sonho, como prefeito, para uma Araraquara que completa 200 anos”, completou.

Além do prefeito, participaram da mesa de autoridades o presidente da Fecumsol (Federação Espírita de Umbanda e Candomblé Morada do Sol), José Francisco Tomé dos Santos; a coordenadora de Políticas para a População Negra e Indígena do Estado, Elisa Lucas Rodrigues; o coordenador do Ceppir, Luiz Fernando Costa de Andrade; o mestrando em Ciências Sociais pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) Geander Barbosa; a secretária anunciada de Planejamento e Participação Popular, Juliana Agatte; a deputada estadual Márcia Lia (PT) e a vereadora Thainara Faria (PT).

Durante o evento, foram relatados casos de preconceito e intolerância em escolas, empresas e no dia a dia. O caso do distrito de Bueno de Andrada, quando um templo de umbanda e candomblé foi destruído e queimado em setembro do ano passado, foi lembrado. “No Brasil, entre 2010 e 2015, cresceram em 70% as denúncias de intolerância religiosa. A liberdade religiosa é uma prática constitucional”, disse Geander.

José Francisco ressaltou que a Fecumsol está no oitavo ano de trabalho e tem quase 100 terreiros afiliados. “Apenas de 12 a 15 têm sede própria. É uma luta muito grande, porque a maioria ainda utiliza o quintal de casa”, informou.

A deputada Márcia Lia destacou a iniciativa. “Trata-se de um momento de diálogo e reflexão fundamental já que reúne a comunidade para debater o racismo e a intolerância, infelizmente ainda crescentes na sociedade. Estamos na mesma luta”, destacou.

Os secretários Clélia Mara Santos (Educação), Donizete Simioni (Gestão e Finanças), Priscila Luiz (Comunicação) coronel João Alberto Nogueira Júnior (Cooperação dos Assuntos de Segurança Pública) e a secretária anunciada para Assistência e Desenvolvimento Social, Eloísa Mortatti, prestigiaram o encontro.

A data

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi instituído pela Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, e rememora o dia do falecimento da Iyalorixá Mãe Gilda (ela morreu no dia 21 de janeiro de 2000, vítima de infarto), do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), vítima de intolerância por ser praticante de religião de matriz africana (a sacerdotisa foi acusada de charlatanismo, sua casa foi atacada e pessoas da comunidade foram agredidas). O tema é atual e esteve presente na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2016: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”.

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