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Prefeitura lança campanha virtual sobre Consciência Negra

13 de novembro de 2017


A Prefeitura de Araraquara lançou, nesta semana que antecede o feriado municipal da Consciência Negra (comemorado em 20 de novembro), uma campanha digital que busca a reflexão e o debate sobre o assunto. O mês municipal da Consciência Negra traz como tema: “Por senzalas, quilombos e periferias – por uma liberdade de fato”.

 

A campanha traz dez lideranças do movimento negro de Araraquara em depoimentos em vídeo, abordando o tema e também convidando os internautas para a 10ª Passeata da Consciência Negra, a ser realizada no feriado, na próxima segunda-feira (20), a partir das 14 horas, com saída do Palacete das Rosas (ao lado da Prefeitura).

Os vídeos estão disponíveis no Facebook, na página “Prefeitura de Araraquara”. Até esta segunda-feira (13), três deles já estavam disponíveis. De acordo com a secretária municipal de Comunicação, Priscila Luiz, os vídeos são adicionados diariamente na página da Prefeitura na rede social, às 20h.

“Nossa campanha tem o objetivo de estimular a reflexão da população nesta semana que antecede o Dia da Consciência Negra. Será um vídeo por dia, trazendo depoimentos importantes e contundentes de lideranças comunitárias sobre o preconceito e as dificuldades enfrentadas”, diz a secretária.

Os vídeos partem da proposta de um questionamento, a partir da pergunta: “o que é consciência negra?”. O primeiro vídeo (que tem apresentação da jornalista Regina Oliveira) traz o comerciante Claudio Claudino. “É necessário nos unirmos e lutarmos para conscientizarmos e preservarmos algumas conquistas já alcançadas pelos nossos antepassados”, comenta.

O comerciante indaga sobre como vem sendo cuidada a Lei 10.639, a matança dos jovens negros e, também, sobre o acesso da população negra ao mercado de trabalho e os problemas enfrentados pela mulher negra.

“Para superar e as conquistas serem fortalecidas, é necessário a união do povo negro. Quem conhece e sabe da nossa dor, somos nós mesmos”, pontua Claudino.

Já no segundo vídeo, a estudante Juliana Fernandes enfoca as dificuldades de ser uma mulher negra. “Perder vaga de emprego pela cor da minha pele, pelo meu cabelo, pelo meu corpo”, aponta.

Para ela, é necessário lutar contra o sistema “que diz eu tenho que estar num padrão para ser mais aceita pela sociedade”. “Ser negro é ter consciência que tenho que lutar para quebrar essas barreiras. Ser mulher negra é ter que ‘matar mil leões por dia’ e levantar a cabeça e seguir em frente.”

O terceiro vídeo traz outra mulher para os depoimentos: Raquel Santana. “Sofro preconceito, racismo, machismo, transfobia e luto contra isso todos os dias para minha sobrevivência”, revela.

A campanha é uma realização da Prefeitura de Araraquara, por meio da Secretaria Municipal da Comunicação, da Coordenadoria Executiva de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir) e da produtora Cotidiano Periférico.

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