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Reabastecimento de remédios é prioridade do governo, afirma Eliana Honain

17 de fevereiro de 2017


A secretária de Saúde de Araraquara, Eliana Honain, afirma que uma das principais preocupações neste início de governo foi a regularização do atendimento nas UPAs (unidades de pronto atendimento) Central, da Vila Xavier e do Valle Verde, assim como o reabastecimento de remédios e de materiais na rede básica.

 

Uma grande compra já foi realizada e entregue, mas o trabalho não para e é praticamente diário. “A gente está se programando para ter um controle da distribuição e não ocasionar lacunas no fornecimento desses materiais”, afirma a secretária.
Na entrevista a seguir, concedida à Secretaria de Comunicação da Prefeitura, Eliana Honain também fala sobre internações na Santa Casa, fila para cirurgias eletivas e sobre o contrato da OS na UPA Central.

 

 

 

Quais principais medidas foram tomadas para a regularização da saúde de Araraquara neste início de governo?

Neste primeiro mês, nós focamos muito, primeiramente, nas UPAs, na garantia de que a gente tivesse escalas completas de médicos nas três UPAs, do Valle Verde, da Central e da Vila Xavier. Essa foi uma meta que a gente conseguiu: não temos falhas nas escalas médicas. Em seguida, foi garantir esses materiais e medicamentos nas UPAs. A partir daí, a meta foi reabastecer a rede, tanto as unidades básicas de saúde quanto as unidades de especialidades. Esse é um desafio que a gente está monitorando e repondo diariamente. E também fazer um diagnóstico da situação que a gente tem em recursos humanos para programar as nossas ações a partir daí.

 

Pelo nosso Facebook, muitas pessoas reclamam de falta de alguns medicamentos nos postos de saúde. Nesta semana, um grande estoque comprado chegou até a secretaria. Quando o problema será resolvido definitivamente?

Com alguns pontuais, a gente sempre vai ter esses problemas, porque às vezes a demanda aumenta e a previsão não foi suficiente. Mas a gente está se programando e fazendo um esforço fenomenal com toda a equipe de gestão da secretaria para que a gente possa ter um controle da distribuição e não ocasione lacunas no fornecimento desses materiais.

 

As farmácias nos postos de saúde vão reabrir? Existe um prazo?

Esse é outro grande problema que a gente tem, porque o Conselho Federal de Farmácia exige que, em cada uma das farmácias, a gente tenha um profissional farmacêutico para executar essa distribuição. Isso está no programa de governo do prefeito Edinho, a reabertura dessas farmácias. Estamos fazendo um estudo de quanto isso vai custar aos cofres públicos, em relação a recursos humanos, para começar a fazer gradativamente essa reabertura dessas farmácias. Podemos construir algumas propostas. Por exemplo: que os pacientes crônicos, que recebem medicamentos mensalmente, recebam nas suas casas, facilitando muito a vida da população. São esses dois grandes projetos que a gente tem: reestruturar a distribuição de medicamentos nas farmácias, em uma abertura gradativa, e também a entrega de medicamentos nos domicílios.

 

A relação com a Santa Casa e o HEAB melhorou. Isso garante uma facilidade maior de internação? Ainda faltam vagas?

Nós criamos a Comissão de Avaliação de Urgência e Emergência e nos reunimos semanalmente. Sentam-se à mesa os membros da secretaria, da Santa Casa, um representante do hospital de Américo e, agora, vai se juntar a nós um representante do Departamento Regional de Saúde. A relação melhorou muito. As pessoas não estão esperando tanto nas UPAs para serem internadas, mas, quando elas chegam à Santa Casa, temos ainda um problema de leitos hospitalares. Estamos construindo uma proposta para que a gente solucione esse problema em breve. Para isso, precisamos de adequação de área física na Santa Casa e, em seguida, o credenciamento do Ministério da Saúde.

 

E o problema das filas para exames e cirurgias pelo SUS? Como resolver?

Hoje, nós temos uma fila muito grande. No caso das cirurgias eletivas, aquelas em que as pessoas podem aguardar, elas já estão aguardando há um período longo de tempo. Como o número de leitos da Santa Casa não é suficiente, temos a priorização da internação das urgências em detrimento das cirurgias eletivas. Mas, também nesta Sala de Situação, a gente tem discutido como melhorar isso. Por exemplo, as cirurgias que não demandam uma internação mais prolongada, uma internação de 24 horas, a Santa Casa está criando leitos-dia, porque isso vai facilitar muito. Uma cirurgia de hérnia, de vesícula, vai dar uma vazão maior em relação a isso. Em relação às filas de exames e consultas de especialidades, a gente tem uma longa fila e está reavaliando todo esse número, entrando em contato com as pessoas para saber da necessidade desse exame e, também, construindo uma proposta de mutirão para dar uma amenizada nisso. Em breve, vamos zerar a fila de espera na área oncológica. Já tivemos o aval da Santa Casa.

 

A Prefeitura deve renovar o contrato com a OS que administra a UPA Central? Como a senhora classifica o atendimento na unidade?

O contrato com essa OS terminou em 15 de janeiro. Pelo prazo exíguo da nossa gestão, tivemos que prorrogar, até para garantia do atendimento na UPA. A gente prorrogou isso por três meses. Nestes três meses, estamos fazendo uma avaliação. Se nós conseguirmos dar conta das escalas médicas com profissionais concursados pela Prefeitura, dentro de três meses, não teremos a necessidade de uma OS. Se não conseguirmos isso, vamos abrir um novo processo para a manutenção. A grande importância é manter a qualidade da assistência na UPA e garantir as três especialidades de plantonistas lá: três clínicos, dois pediatras e um ortopedista nas 24 horas do dia.

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