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Terça-feira (20) com Tchekhov e Shakespeare na Semana Luís Antonio

14 de junho de 2017


Têm Tchekhov e Shakespeare nesta terça (20), na programação da Semana Luís Antonio Martinez Corrêa, com os dois espetáculos no Centro da cidade: às 19h30 as atrizes Analu Prestes e Clarrise Derzié Luz apresentam o espetáculo “Nada”, com a direção de Gilberto Gawronski, no Teatro Wallace Leal Valentin Rodrigues; e às 21h30, o espetáculo “Catarinas”, com o grupo Todos Nove de Teatro, será apresentado no Palacete das Rosas.

Com realização da Prefeitura de Araraquara – através da Secretaria Municipal da Cultura e Fundart – e em parceria com o Sesc Araraquara e Sesi Araraquara,  a programação da Semana Luís Antonio segue inteiramente gratuita até o dia 24 de junho.

19h30: Espetáculo “Nada”, com Analu Prestes e Clarrise Derzié Luz – Teatro Wallace Leal Valentin Rodrigues

“Nada” propõe um encontro com Tchekhov – o autor que mudou a dramaturgia mundial ganha encenação inusitada, que transita pela ambiguidade de gêneros. A apresentação teatral é na terça-feira (20), às 19h30, no Teatro Wallace Leal Valentin Rodrigues.

Gilberto Gawronski assina a montagem e dirige Analu Prestes e Clarisse Derzié Luz a partir de trechos selecionados por ele da obra de Anton Tchekhov. Em um ato, de uma hora e dez minutos, as duas atrizes interpretam personagens masculinos, e também femininos, em atmosfera revestida de sutilezas.

A peça “Nada” começou a ser idealizada em novembro do ano passado, quando Analu e Clarisse procuraram Gilberto com nada, a não ser o desejo de fazerem um trabalho em conjunto. “É uma colagem. Usei trechos de peças de Tchekhov que nós três participamos, mas tendo como base “O canto do cisne” e “Malefícios do tabaco”. Analu estava na montagem de ‘As três irmãs’, direção de José Celso Martinez Correa, 1972. Clarisse fez ‘O jardim das cerejeiras’, direção de Paulo Mamede, 1989. Eu participei de ‘A Gaivota’, direção de Enrique Diaz, 2006. E coloquei ainda um pedacinho de ‘Rei Lear’, de Shakespeare, direção de Ron Daniels, com Raul Cortez, onde eu interpretava o Bobo, 2000”.

Na casa de Gilberto, uma construção do século XVIII, em Santa Teresa, onde há também amplo espaço teatral, com toque muito contemporâneo, os ensaios fluíram. Analu conta: “Gilberto deu o título e a ideia do espetáculo que começa com o velho ator fazendo pela última vez o monólogo “Malefícios do tabaco”. Ele não quer ir para casa porque não tem ninguém e fica no camarim contracenando com o Ponto, que mora no teatro. Eles bebem vodca, provavelmente, e atravessam a madrugada interpretando personagens. O texto é sobre fazer teatro, sobre a vida e sobre o tempo”. Para Clarisse, este trabalho já estava pronto em alguma dimensão. “Desde que ele trouxe a ideia e depois foi acrescentando os textos com tanta agilidade, em poucos dias a gente tinha a peça na mão. Há uma confluência de desejos”.

Para Gilberto, a dramaturgia que está em cena usa a própria vivência dos performers. “Isso me inspira e me sensibiliza. Meu trabalho foi muito intuitivo, mas agrega 40 anos fazendo teatro. Tem horas que me pergunto: qual é o gênero dessa peça? É comedia, drama? Tem até um pouco de musical. Acredito muito nela como um evento teatral. Tchekhov sempre brinca com o lúdico e o poético que está nessa casa que a gente habita em comum, o teatro”.

Analu Prestes e Clarisse Derzié Luz interpretam dois homens que, por sua vez, interpretam duas mulheres e, no final, são apenas dois seres humanos. “Há projeções visuais idealizadas por Renato Krueger. “É um recurso plástico aliado ao contexto da peça e é uma tendência – juntar o cinema e o teatro – que faz parte da realidade atual”, explica Gilberto.

O cenário aposta em poucos elementos, porém investe na imaginação. Entrar em cena com o essencial é um desafio para as duas atrizes.

Inegável a colaboração estética da Analu por estar também ligada às artes plásticas. Sinto-me a vontade de dizer que sou o diretor da peça e a dramaturgia está na horizontalidade e não em um lugar hierárquico”.

O figurino é muito especial e tem um valor afetivo único para Gilberto Gawronski. “Marília Pêra me doou o seu acervo com uma frase muito bonita: ‘Queria que isso não virasse museu, que servisse para vestir outros personagens’. Nada como estar bem acompanhado!”

As ambiguidades precisam respirar e em “Nada” elas dominam a cena.

A distribuição de ingressos acontece uma hora antes da apresentação (100 lugares).

 

 

21h30- Espetáculo “Catarinas”, com Grupo Todos Nove de Teatro – Palacete das Rosas

“Catarinas” é um monólogo, com Jéssica Cervan, baseado na obra “A Megera Domada”, de William Shakespeare. A apresentação do grupo Todos Nove de Teatro será às 21h30, no Palacete das Rosas.

Sentenciada a casar-se com Petrucchio, Catarina vê seus sonhos, objetivos e ideologias serem silenciados pelo machismo de seu pai e seu futuro marido. A então conhecida como Megera, mergulha em seus sentimentos mais profundos, mostrando os danos que o casamento forçado e abusivo causou em sua vida.

O espetáculo tem roteiro de Jéssica Cervan e direção de Bruck Oliver. Vale destacar que, após o espetáculo, haverá um bate-papo com a cantora Ekena e com a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Amanda Vizoná.

A distribuição de ingressos acontece uma hora antes da apresentação (100 lugares).

 

 

SERVIÇO:

Semana Luís Antonio Martinez Corrêa

Data: Terça-feira (20 de junho)

Programação gratuita

 

 

19h30: Espetáculo “Nada”, com Analu Prestes e Clarrise Derzié Luz

Direção Gilberto Gawronski

Local: Teatro Wallace Leal Valentin Rodrigues

Distribuição de ingressos: uma hora antes da apresentação (100 lugares)

 

21h30: Espetáculo “Catarinas”, com Grupo Todos Nove de Teatro

(após espetáculo: bate-papo com a cantora Ekena e Amanda Vizoná, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres)

Local: Palacete das Rosas

Distribuição de ingressos: uma hora antes da apresentação (100 lugares)

 

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