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Vacinação de meninos contra HPV começa na próxima semana

10 de janeiro de 2017


A Secretaria Municipal de Saúde dará início na próxima segunda-feira, dia 16, à vacinação de meninos contra o HPV. Até o ano passado, esta imunização era feita apenas em meninas.

 

Poderão se vacinar meninos entre 12 e 13 anos. O esquema vacinal para os meninos é de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. A vacinação será feita nas unidades de saúde.

 

A vacina protege contra câncer de pênis, garganta, ânus e verrugas genitais nos homens e contribui para reduzir o câncer de colo de útero entre as mulheres. Essas doenças estão diretamente relacionadas ao HPV.

 

A decisão de ampliar a vacinação de rotina para o sexo masculino pelo Sistema Único de Saúde (SUS) está de acordo com as recomendações das Sociedades Brasileiras de Pediatria, Imunologia, Obstetrícia e Ginecologia, além de DST/Aids e do mais importante órgão consultivo de imunização dos Estados Unidos, Advisory Committee on Imunization Practices.

 

A vacina disponibilizada para os meninos é a quadrivalente, que já é oferecida desde 2014 pelo SUS para as meninas. A imunização confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia para quem segue corretamente o esquema vacinal.

 

A vacinação de meninas de 9 a 14 anos contra o HPV segue normalmente nas unidades de saúde. A exemplo dos meninos, são duas doses, com seis meses de intervalo.

 

Atualmente, a vacina contra HPV para meninos é utilizada como estratégia de saúde pública em seis países: Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá.

 

HPV

 

O papilomavírus humano, mais conhecido pela sigla HPV, é um vírus transmitido pela via sexual ou pelo contato direto com a pele. O HPV ataca as células do epitélio da pele e da mucosa. A ação do vírus sobre as células favorece a formação de tumores, a maioria deles pequenos e benignos, tais como as verrugas comuns de pele ou as verrugas genitais. Porém, quando a área infectada é a mucosa do colo do útero, da vagina, do pênis ou do ânus, o vírus pode induzir a formação de tumores malignos, gerando, por exemplo, o câncer do colo do útero e o câncer anal.

 

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