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Café Solidário incentiva garantia de direitos da população em situação de rua

4ª edição do evento foi realizada nesta quarta-feira (23) pela Prefeitura, por entidades do setor e lideranças religiosas; por causa da pandemia, houve restrição de público e medidas sanitárias
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A Prefeitura realizou nesta quarta-feira (23) a 4ª edição do Café da Manhã Solidário com a população em situação de rua, em parceria com entidades do setor e com lideranças religiosas. O evento ocorreu no salão de festas da Igreja de Santa Cruz e teve público reduzido e medidas sanitárias, em razão da pandemia da Covid-19.

O Café Solidário é uma tradição do mandato do prefeito Edinho desde 2017, quando o evento começou a ser organizado na Praça Pedro de Toledo com apresentações culturais das pessoas atendidas pelas entidades e presença do público em geral. Desta vez, porém, a pandemia impôs restrições.

Representantes de entidades que atuam nesse segmento de atendimento à população de rua gravaram um vídeo com as apresentações artísticas, que foram apresentadas ao público presente no evento por um telão e que também estão disponibilizadas no Facebook da Prefeitura.

Em sua fala, o prefeito Edinho agradeceu a todas as entidades sociais que auxiliam a Prefeitura nesse setor e às lideranças religiosas. Estiveram presentes o administrador diocesano de São Carlos, Dom Eduardo Malaspina, padres e representantes da Associação São Pio, do Sacrário de Amor, do Grupo Viva e da Fundação Bento XVI.

“Com a pandemia, tivemos muitas perdas. Hoje damos valor a um abraço, a um aperto de mão, à oportunidade de passar um Natal com toda a família, o que agora não podemos. Estamos dando valor a aquilo que não é material. É preciso repensar o mundo que estamos construindo”, afirmou Edinho.

“Talvez, a gente saia dessa pandemia com valores mais humanitários, com a capacidade de se colocar no lugar do outro, de sentir a dor do outro. Este café da manhã, mais uma vez, celebra a vocação do Evangelho: construir a dignidade humana. E a dignidade humana não combina com a exclusão social e o abandono. A dignidade humana combina com a vida plena”, complementou o prefeito.

Dom Eduardo Malaspina destacou o compromisso da Diocese e das paróquias, junto com a Prefeitura e as entidades, no acolhimento às pessoas em situação de rua. “A solidariedade é o princípio que sempre deve estar presente nas relações humanas. A vida é frágil, mas o mundo se torna mais justo, solidário e fraterno quando a gente contribui para o mundo ser mais justo, solidário e fraterno”, declarou o administrador diocesano de São Carlos.

A secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Jacqueline Barbosa, elogiou o trabalho feito pelas entidades. “Araraquara é privilegiada por ter grupos e associações tão envolvidas com as pessoas em situação de rua. Nós também reafirmamos o nosso compromisso com a vida de cada pessoa que utiliza os nossos serviços da rede da Prefeitura”, disse.

O presidente do Comitê Intersetorial do Programa Novos Caminhos, José Guilherme Cagnin, disse estar feliz pela realização do café da manhã. “É muito importante [o evento], mesmo com os cuidados em relação à pandemia, para a gente não deixar passar em branco. Na pandemia, a população em situação de rua ficou ainda mais vulnerável”, ressaltou Guilherme.

Júlio César, em nome dos atendidos pela Casa Transitória, agradeceu à Prefeitura por todo o suporte oferecido. E Fabiano Borges, da Associação São Pio, também fez agradecimentos à entidade e à rede de Assistência Social.

Ainda estiveram no evento as secretárias municipais Eliana Honain (Saúde), Teresa Telarolli (Cultura) e Priscila Luiz (Comunicação); a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Cidinha Silva; o padre João Batista, reitor da Igreja Santa Cruz, e Álvaro Rodrigues, responsável pelo salão cedido para o evento, entre outros padres e religiosos; Márcio Eiras, voluntário e membro da Igreja Presbiteriana Reformada de Araraquara; Regina Célia Rodrigues e Maria Lucia Akutsu, do Sacrário de Amor; Magda Leite e Padre André, da Associação São Pio; Henrique Santos, do Grupo Viva; e Padre Pedro Celso Gardini, da Fundação Bento XVI.

 

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