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Saúde

Covid-19: Saúde mental na pandemia

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Pandemia muda rotina e altera comportamento das pessoas

 

Segundo psicóloga do HEAB, formas de combater estresse e ansiedade incluem doentes internados e profissionais de saúde

 

O impacto causado pela pandemia do novo coronavírus tem alterado o comportamento geral, tanto do ponto de vista físico quanto do emocional, e afetando com isso corpo e mente das pessoas.

 

Além do medo de contrair a Covid-19, que envolve mais diretamente os profissionais de saúde e das áreas essenciais, o isolamento social provoca a separação de pessoas mais próximas e transforma a rotina de muitos.

 

Toda essa situação, que já dura cerca de quatro meses, pode afetar especialmente a saúde mental das pessoas, que, por isso, precisam buscar soluções em meio às mudanças repentinas.

 

De acordo com a psicóloga Beatriz Braga Lisboa, que atua no HEA (Hospital Estadual de Américo Brasiliense), instituição estadual parceira da Secretaria Municipal de Saúde nas ações contra o coronavírus, a mesma situação pode ser observada em um doente internado, já que as visitas, por ora, estão todas suspensas.

 

Conforme disse a psicóloga na segunda-feira (27), em entrevista ao programa ‘Canal Direto com a Prefeitura - Especial Coronavirus’, via Facebook da Prefeitura de Araraquara, a equipe de psicólogos do HEAB criou algumas formas virtuais de visitas para amenizar a questão dos internados.

 

Uma das formas encontradas é o contato virtual direto entre paciente e familiares, por meio do aplicativo WhatsApp, a partir de um tablete liberado pelo hospital visando compensar a ausência física. 

 

Ações também foram implementadas para aliviar a sobrecarga emocional dos profissionais de saúde, que atuam na linha de frente no combate às doenças, especialmente em relação à Covid-19.

 

Além da instalação de um mural para as pessoas escreverem frases de incentivo ao pessoal da saúde, o hospital também possui um grupo de psicólogos que atendem as demandas dos colaboradores, segundo Beatriz Lisboa.

 

São feitos atendimentos e tratamentos individuais, também via WhatsApp, além da exibição de áudios e vídeos explicativos sobre como lidar com o estresse no trabalho.

 

Em casa

Existem outras formas para as pessoas resistirem às perdas, que, além da rotina dos contatos sociais, inclui a perda de entes queridos sem que sejam permitidos os rituais fúnebres como os de antes da pandemia.

 

Segundo Beatriz Braga, o hábito da boa leitura e a prática de exercícios físicos, mesmo dentro de casa, são armas importantes contra a ansiedade e o estresse desse momento.

 

A íntegra da entrevista de Beatriz Braga Lisboa está disponível na página oficial do Facebook e também no site da Prefeitura (www.araraquara.sp.gov.br).

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