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Cultura

Imortal da ABL, Ignácio de Loyola Brandão recebe título de Doutor Honoris Causa da Unesp

Prefeito Edinho participou da cerimônia solene, na Reitoria da Unesp, em São Paulo, nesta quinta-feira (28)
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Em mais um dia histórico para Araraquara, o escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão, imortal da Academia Brasileira de Letras, recebeu nesta quinta-feira (28) o título de Doutor Honoris Causa da Unesp (Universidade Estadual Paulista). O prefeito Edinho esteve na cerimônia, na Reitoria da Unesp, em São Paulo.

 

Devido à pandemia da Covid-19, o evento foi restrito e transmitido ao vivo pela TV Unesp e pelo Facebook da Prefeitura de Araraquara (onde a íntegra da cerimônia ainda pode ser acessada).

 

A homenagem a Ignácio de Loyola Brandão foi proposta pela diretoria da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara (FCLAr) e aprovada pela Congregação da FCLAr e pelo Conselho Universitário da Unesp no ano passado.

 

Segundo a Unesp, o título de Doutor Honoris Causa pode ser atribuído a "personalidades que se tenham distinguido, seja pelo saber, seja pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras, da promoção dos direitos humanos, da justiça social, dos valores democráticos ou do melhor entendimento entre os povos".

 

“É um dia histórico de reconhecimento a uma figura tão importante. Um dos maiores escritores do Brasil e do mundo. Um pensador, um crítico que faz a sociedade pensar seus valores e seus caminhos, expressando tudo isso por meio de sua vasta produção literária", declarou o prefeito Edinho.

 

Em sua fala, Ignácio recordou memórias de sua carreira, desde a formação escolar em Araraquara, a experiência em redações de jornais e revistas, até a publicação de dezenas de livros premiados e reconhecidos.

 

"O aluno esquisito, introvertido, hoje está recebendo mais um título. E isso eu devo muito aos meus professores, que foram fundamentais", disse Ignácio, que demonstrou sua gratidão à Unesp pela homenagem. "Vou agradecer a vida inteira."

 

O evento foi presidido pelo reitor da Unesp, Pasqual Barretti, que participou de forma virtual. Presencialmente estiveram a vice-reitora, Maysa Furlan (do Instituto de Química de Araraquara); o diretor da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp Araraquara, Cláudio César de Paiva; o secretário-geral da Unesp, Erivaldo Silva; além de familiares de Ignácio de Loyola Brandão: a esposa, Márcia Gullo, os filhos Daniel, André e Rita e o genro Diogo.

 

Biografia

Ignácio de Loyola Brandão nasceu em Araraquara, em 1936. Jornalista, romancista e escritor, passou pelas redações do jornal “Última Hora” e das revistas “Cláudia”, “Realidade”, “Setenta”, “Planeta”, “Ciência e Vida”, “Lui” e “Vogue”.

 

Loyola Brandão iniciou sua carreira jornalística em Araraquara como crítico de cinema, aos 16 anos, no semanário “Folha Ferroviária”, passando em seguida para o diário “O Imparcial”, onde ficou por cinco anos. Há mais de duas décadas, o araraquarense é cronista do jornal “O Estado de S. Paulo”.

 

O escritor tem mais de 40 livros publicados. São romances, contos, crônicas, relatos de viagens e livros destinados ao público infantil. Entre os romances mais conhecidos estão “Bebel que a Cidade Comeu”, “Zero”, “Não Verás País Nenhum”, “O Beijo Não Vem da Boca”, “Dentes ao Sol”, “O Anjo do Adeus” e “O Anônimo Célebre”.

 

Seus livros foram traduzidos para diversos idiomas, incluindo húngaro, tcheco e sul-coreano. Com “O Menino que Vendia Palavras”, Loyola Brandão ganhou o Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Ficção de 2008. Em 2016, também recebeu da Academia Brasileira de Letras (ABL) o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. A mesma ABL que o acolheu como um novo imortal em 2019.

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