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Trabalho

Cientistas atuam na prevenção microbiana na pós-colheita de frutos e rosas

foto03 Larissa Dias, Ana Carolina Nazaré e Mailcon Segalla Petrônio em atividade da NP Smart na INcubadora de Araraquara 27jul22 Tetê Viviani c.jpg

 

 

Os cientistas e farmacêuticos-bioquímicos Maicon Segalla Petrônio e Ana Carolina Nazaré, sócios da startup de nanotecnologia NPsmart, instalada na Incubadora de Empresas de Araraquara, desenvolvem projetos para a prevenção antimicrobiana na pós-colheita de frutos e rosas de corte.

“Em laboratórios parceiros, analisamos fungos e bactérias em ambiente controlado, especialmente contra a bactéria Xanthomonas. Agora, vamos dar um passo à frente com o ensaio em frutos já contaminados pela bactéria e, então, testaremos nossos produtos”, relata Maicon, que concluiu doutorado direto pela Unesp e pós-doutorado em Nanotecnologia pela Unesp e Université de Montréal, Canadá.

Além dos ensaios em limas ácidas serão testados outros frutos cítricos como a laranja doce, mexericas, tangerinas, limão siciliano e outros frutos encerados como a manga. É o intuito é validar a tecnologia para aplicação em diferentes frutos, ampliando suas possibilidades de uso.

O objetivo é combater o cancro cítrico com produtos sanitizantes, com ação bactericida, e aumentar o tempo de prateleira (durabilidade) dos frutos. Isso facilita a distribuição nas regiões mais distantes da lavoura, segundo os sócios.

Ana Carolina, que possui mestrado e doutorado, adianta que “a NPsmart poderá transferir a tecnologia para um grande laboratório ou terceirizar a fabricação e a distribuição, de acordo com a demanda da empresa contratante para o combate ao cancro cítrico”.

Rosas vivas

Ampliar a vida útil das rosas, principalmente nas datas comemorativas do Dia das Mães, Dia dos Namorados e Natal, é outro projeto em desenvolvimento pela startup NP.

O trabalho de campo dos cientistas em sítios de Holambra e sul de Minas Gerais foram desafiadores. O produto da NP obteve uma vida útil de 15 dias após a colheita de rosas de diferentes espécies, enquanto sem a aplicação do produto o tempo de vida normal é entre 7 a 10 dias.

A startup também atua no encapsulamento de sementes, um projeto inovador que visa a proteção contra a radiação solar, microrganismo e facilita o plantio nas áreas de estiagem prolongada.

Incentivo municipal

Recentemente, a NPsmart foi classificada em 4º lugar entre as dez bolsas do Programa Municipal de Estímulo às Startups e ao Empreendedorismo Inovador, por meio de edital específico para as empresas de tecnologia. A bolsa de R$ 24 mil para cada empresa é saldada em 12 parcelas.

“Uma grande ajuda que possibilitará avançarmos em nossas pesquisas permitindo a compra de reagentes químicos e insumos, além do pagamento de pessoas envolvidas no projeto”, comemora Maicon Petrônio.

Para o vice-prefeito e secretário do Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Turismo, Damiano Neto, o trabalho desenvolvido pela NPsmart vem ao encontro das políticas públicas da gestão do prefeito Edinho de fomento à pesquisa tecnológica. “Tivemos um edital especifico para a startups de tecnologia e, com isso, estamos contribuindo para o fomento de projetos inovadores”, observa Damiano Neto.

O coordenador da Incubadora, professor doutor Ricardo Bonotto, acrescenta que a incubadora oferece consultorias técnicas e administrativas “Nossas empresas incubadas e as associadas têm à disposição consultorias técnicas que auxiliam durante todo o processo. Também promovemos reuniões entre os empreendedores para ampliar o conhecimento coletivo e interação de trabalho”, projeta Bonotto.

Apoio estratégico

A instalação na Incubadora de Empresas foi estratégica para a formalização da NPsmart, segundo Ana Carolina e Maicon.

“Chegamos em julho de 2020 à Incubadora e todo suporte técnico administrativo nos é dado pela Larissa Dias, Geralda Ramalheiro e Ricardo Bonotto. Esse pessoal nos ajuda na parte empreendedora, plano de negócios, tomadas de decisões e visitas técnicas. Estamos aprendendo a empreender”, finaliza Nazaré.

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