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Comunicação

Fundo Social de Solidariedade é tema do "Canal Direto com a Prefeitura"

Cidinha Silva falou sobre ações e projetos que visam colaborar com as famílias em situação de vulnerabilidade social
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Nesta segunda-feira, 5 de setembro, é comemorado o Dia Internacional da Caridade, em data que também assinala o aniversário da morte de Madre Teresa de Calcutá, que dedicou toda a sua vida a ajudar as pessoas. Para marcar a ocasião, o programa "Canal Direto com a Prefeitura" entrevistou a presidente do Fundo Social de Solidariedade de Araraquara, Cidinha Silva. O programa foi transmitido ao vivo pela página da Prefeitura no Facebook e está disponível para visualização na própria página, no Instagram, e também em formato de áudio nas plataformas de podcast.

Cidinha afirmou que o Fundo Social conta com inúmeras ações e projetos na cidade. "O Fundo Social tem como seu maior propósito fortalecer as entidades assistenciais do nosso município, que são um braço da assistência nos lugares mais periféricos. Onde nós não conseguimos chegar com os nossos programas, as entidades cumprem esse papel, mas sempre auxiliada pelo Fundo Social. E passamos muito além disso, pois criamos outros programas, como programas de formação, para dar emancipação para as pessoas, formações profissionalizantes, além de ajudarmos os CRAS nas demandas, que aumentaram muito na pandemia", explicou.

Ela revelou que o órgão recebe doações dos mais variados tipos. "Eu criei uma frase, um chavão, que diz que o Fundo Social de Solidariedade vai de copo de requeijão a material de construção. E isso é verdade. Recebemos tudo o que você imaginar. Recebemos doações de móveis, doações de materiais de construção e itens de cozinha. Às vezes quebra um prato e a pessoa resolve trocar o aparelho de jantar inteiro, ou um jogo de panelas, um jogo de talheres, e aí pode mandar para nós, pois atendemos as famílias também com esses itens, além de lençol, roupas nos mais diversos sentidos, calçados, roupa de cama, mesa, banho. Tudo que a pessoa tiver em bom estado na sua casa, que acha que ainda dá para ser aproveitado, pode ligar no Fundo Social que nós buscamos a doação em qualquer lugar da cidade", acrescentou.

Cidinha explicou que todas as doações que são entregues ao Fundo Social passam por uma triagem antes de chegar à população. "A nossa equipe, embora seja muito pequena, faz uma força-tarefa e tudo é triado. Verificamos se realmente aquele objeto, móvel, roupa, tem condições de ser revertido às famílias. Depois de triado, temos a organização, a separação desses itens. Por isso pedimos às pessoas que nos procurem não só pelo alimento. A pessoa pode procurar o CRAS mais próximo ou a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, onde pode passar a numeração da roupa ou calçado, assim como roupa de cama, o que tiver precisando, e nós vamos fazer a entrega nos CRAS para ela retirar lá. Quem tem móveis para doar também pode ligar no fundo e nós fazemos o mesmo tipo de triagem. A pessoa que precisa também liga para nós e é colocada em uma lista, porque infelizmente a procura é muito maior do que a oferta, mas fica lá, vamos atendendo por prioridade também e é tudo entregue para a população o mais rápido possível", salientou.

A presidente do Fundo Social também aproveitou a entrevista para fazer um apelo. "Pedimos às empresas de Araraquara que nos ajudem porque agora está faltando muito leite. O preço do leite está muito alto e as famílias não estão conseguindo comprar leite, então pedimos essa doação para podermos atender a demanda. Todas as empresas, as pessoas físicas, podem fazer a doação para nós", pontuou Cidinha.

As doações podem ser levadas até a sede do Fundo Social de Solidariedade, na Rua Imaculada Conceição, 3885, Vila Yamada, de segunda a sexta-feira, das 7 às 13h. "Se for uma quantidade maior, ou material arrecadado em campanhas que são realizadas em condomínios ou entre amigos, por exemplo, basta ligar para nós e vamos buscar nas casas, com horário agendado para não atrapalhar a vida de ninguém", disse Cidinha.

Farmácia Solidária

Desde o dia 12 de dezembro de 2018, Araraquara conta com a Farmácia Solidária "Samuel Brasil Bueno", que faz a distribuição de medicamentos sem custo à população. São diversos produtos disponíveis, incluindo remédios de uso contínuo e antibióticos. A farmácia funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, também na sede do Fundo Social de Solidariedade. Os medicamentos são fornecidos mediante receita médica e apresentação de RG, CPF e comprovante de endereço. Mesmo quem tiver direito ao remédio em uma farmácia de um posto de saúde da rede municipal pode, eventualmente, pegar o medicamento na Farmácia Solidária.

Esse projeto é o grande orgulho de Cidinha Silva. "Era um sonho do prefeito Edinho e ele me fez o desafio, assim que eu assumi o Fundo Social, de criarmos a Farmácia Solidária. Estamos colocando ela em projeto de lei para que nunca mais ela seja apagada, ela vai existir para sempre. A Farmácia Solidária também vive de doação, temos uma farmacêutica responsável pela farmácia e tudo que temos lá é doação. Recebemos doações de consultórios médicos, distribuidoras de medicamentos e representantes de laboratórios, além da própria população. Se tem medicamento em casa, tomou um comprimido, não vai usar mais, pode passar para nós que faremos a vistoria naquele medicamento, a farmacêutica está lá para isso. Lá nós fazemos a unificação desse medicamento e estamos atendendo hoje em torno de 50 pessoas por dia com o medicamento gratuito. São medicamentos que não compõem a nossa rede básica e lá nós temos", comentou.

Segundo Cidinha, se a Farmácia Solidária não tiver o medicamento no momento do atendimento, a pessoa pode deixar seu nome e, assim que o remédio entrar, ela é comunicada para fazer a retirada. "Essa é a marca que eu estou deixando da minha gestão enquanto presidente do Fundo Social de Solidariedade. Foi um grande desafio porque dá muito trabalho criar algo gigante assim, mas tem dado muito certo, as pessoas têm se beneficiado muito. Vemos a gratidão no olhar da pessoa quando ela chega lá, no desespero da busca pelo remédio e ela encontra. Para se ter uma ideia, quando faltou xarope no mercado, faltou dipirona, nós tínhamos porque havíamos recebido dos consultórios médicos. Conseguimos socorrer a população com os medicamentos e isso é muito gratificante", mencionou.

Cidinha concluiu sua entrevista com um convite à população. "Temos o programa de apresentação do Fundo Social para quem quiser conhecer as nossas ações de perto. Estamos de portas e corações abertos, não só para receber as doações, mas para receber as pessoas que querem conhecer, que querem ver de perto como funciona. Estamos recebendo estudantes de administração pública, as escolas têm marcado para levar seus estudantes e todos são muito bem vindos", finalizou.

 

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